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- Pausas ativas são necessárias mesmo em pessoas que se exercitam demais no trabalho
Na ciência existe um termo chamado o paradoxo da atividade física, que indica que enquanto a atividade física de lazer geralmente é associada a benefícios para a saúde, a atividade física ocupacional pode, em alguns casos, estar associada a riscos para a saúde. E por que isso acontece? 1. Carga Cardiovascular Sustentada A atividade física ocupacional (AFO) frequentemente envolve cargas cardiovasculares sustentadas ao longo do dia. Diferente da atividade física de lazer (AFL), que geralmente é realizada em períodos curtos e intensos seguidos de descanso, a AFO pode manter o coração e os vasos sanguíneos sob estresse contínuo, aumentando o risco de problemas cardiovasculares. 2. Resposta Inflamatória Crônica A AFO pode levar a uma inflamação crônica de baixo grau devido ao estresse repetitivo e lesões microscópicas nos músculos e tecidos. Esse estado inflamatório constante pode contribuir para doenças crônicas como doenças cardíacas e diabetes, contrastando com a inflamação aguda e temporária que ocorre após a AFL, a qual é rapidamente resolvida pelo corpo. 3. Disfunção Autonômica A AFO prolongada pode causar uma disfunção no sistema nervoso autônomo, que regula funções involuntárias como a frequência cardíaca e a digestão. A disfunção autonômica pode levar a um aumento na frequência cardíaca de repouso e uma redução na variabilidade da frequência cardíaca, ambos fatores de risco para doenças cardiovasculares. 4. Oxidação Excessiva A exposição prolongada à AFO pode levar a um excesso de produção de radicais livres, resultando em estresse oxidativo. Esse estresse oxidativo pode danificar células e tecidos, contribuindo para o desenvolvimento de doenças crônicas. Em contraste, a AFL em doses adequadas pode aumentar a produção de antioxidantes naturais do corpo. 5. Sobrecarregamento Musculoesquelético A AFO frequentemente envolve atividades repetitivas e posições estáticas que podem causar sobrecarga musculoesquelética. Isso pode resultar em lesões por esforço repetitivo, dor nas costas e outros problemas musculoesqueléticos. A AFL, por outro lado, geralmente promove uma variedade de movimentos que podem fortalecer diferentes grupos musculares e melhorar a flexibilidade. 6. Diferenças na Motivação e Contexto Psicológico A AFO é muitas vezes realizada por obrigação e pode estar associada a estresse e insatisfação no trabalho, enquanto a AFL é geralmente voluntária e associada a prazer e relaxamento. A motivação e o contexto psicológico diferem significativamente entre a atividade no ocupacional versus no lazer, influenciando a resposta fisiológica do corpo ao exercício. Durante a prática no Lazer pode liberar endorfinas e outros neurotransmissores que promovem o bem-estar mental, enquanto na ocupacional pode não ter os mesmos efeitos positivos. E aqui vão os porquês de a prática de pausas ativas ajudar nesse processo: Mapeamento das necessidades laborais: Avaliamos os colaboradores com maiores riscos associados à falta de aptidão física. Durante a jornada de trabalho, os preparamos de maneira rápida e associada à rotina. Variação dos impulsos sistematicamente: Essa abordagem favorece a circulação sanguínea, permite a oxigenação cerebral e alivia as tensões ortopédicas. Movimento consciente para “reiniciar” o cérebro: Utilizamos o princípio da Hipofrontalidade transitória (leia mais no link) para trazer mais atenção e vitalidade aos colaboradores. Isso ajuda a reduzir os riscos de lesões e fraturas, que ainda representam 74% dos afastamentos, segundo o Observatório SST de 2022 Ao afirmar que sua equipe se movimenta suficientemente durante a jornada de trabalho, reflita. Esses movimentos são conscientes? Eles são adequados para as necessidades desse indivíduo? Quais são os indicadores de procrastinação e ou presenteísmo desse coloborador? Ficou na dúvida? Faça um rápido mapeamento por aqui . Somos parceiros indispensáveis para sua equipe de saúde e segurança no trabalho!
- As intervenções fora do local de trabalho são eficazes para reduzir o comportamento sedentário em adultos?
Foi publicado um artigo de opinião no Journal of Rehabilitation Medicine em 2023, sobre um estudo interessante publicado na Cochrane People, Health Systems and Public Health Thematic Group que revisou a literatura e analisou se intervenções baseadas em estratégias fora do local de trabalho impactava positivamente na redução do sedentarismo, dado que, como passarmos a maior parte do tempo trabalhando sentado (+70% do tempo), nós tendemos a também passar a maior parte do nosso período de folga em comportamento sedentário, por diversos fatores, que vão de cultural, ambiental, comportamental e fisiológico. Ao analisar os estudos com rigor eles concluíram que : "As intervenções fora do local de trabalho para reduzir o comportamento sedentário provavelmente levam a pouca ou nenhuma diferença no tempo sedentário medido pelo dispositivo a curto prazo, e não temos certeza se reduzem o tempo sedentário medido pelo dispositivo a médio prazo. Não temos certeza se as intervenções fora do local de trabalho reduzem o tempo sentado auto-relatado a curto prazo" Ou seja, aparentemente estão investindo MILHÕES em uma estratégia que não respaldo científico significativo algum. E, se puxarmos os números das empresas e ver a adesão aos benefícios de exercícios e atividade física tradicionais, baseados na prática fora do local de trabalho e promoção de movimento exclusivamente na folga, dá para inferir que o estudo está no caminho certo. Motivo: Quem comanda e investe nas ações de gestão do sedentarismo não área de movimento e não ouvem os especialistas em movimento. Resultado: 70% da força de trabalho está sedentária e insuficientemente ativa, a média de tempo sentado diária supera 70% do dia, 99% das pessoas preferem usar elevador, escadas rolantes e ligar para delivery a se movimentar e os indicadores de doenças e afastamentos por doenças musculoesqueléticas, mentais e por doenças crônicas só aumentam, gerando enormes prejuízos à empresas e operadoras se saúde. Lugar de promoção de atividade física e gestão do sedentarismo é dentro da rotina. É mais barato, com maior força de extrapolação e transferência do hábito para os momentos de folga e muito mais eficaz. Fica a reflexão!! Sentar é o Novo Fumar
- Hábitos Angulares e Atômicos: Transformando a Rotina com Pausas Ativas
Com aumento assustador de 38% de afastamento* por doenças mentais no trabalho, o tema não esteve tão em alta nos corredores das empresas onde equipes multifuncionais tentam ajustar e aprimorar ferramentas que auxiliam no cuidado dos colaboradores e apoio na melhora do clima organizacional. Dentro desse cenário, transformar hábitos nunca foi tão necessário. Mas não é uma tarefa simples, pois existe método e persistência. Aos pouquinhos compartilhando conteúdos relevantes para apoiá-los nesse processo de mudança. Para iniciar, concentraremos em dois conceitos que são os hábitos angulares e hábitos atômicos . Mas o que são e como podem ser aplicados na prática? Hábito Angular O hábito angular, também conhecido como hábito mestre, é a ação que desencadeia uma série de mudanças positivas em várias áreas da vida. Ele funciona como o primeiro dominó em uma sequência: uma vez que você o coloca em prática, outros hábitos começam a se alinhar quase que automaticamente. Por exemplo, ao adotar o hábito de se movimentar regularmente, você não apenas melhora sua saúde física, mas também começa a dormir melhor, gerenciar melhor o estresse, se alimentar de forma mais saudável... Esses hábitos angulares são poderosos porque criam um efeito cascata de mudanças benéficas. Hábitos Atômicos Por outro lado, os hábitos atômicos são pequenas mudanças que fazemos todos os dias que, ao longo do tempo, resultam em uma grande transformação. O termo foi popularizado por James Clear em seu livro “Hábitos Atômicos”, onde ele defende a ideia de melhorar um pouco todos os dias. Mesmo uma melhoria de 1% diária pode levar a resultados significativos ao longo do tempo. Pausas Ativas como Catalisador Agora, como as pausas ativas se encaixam nesse contexto? Pausas ativas são breves momentos durante o dia em que você se afasta do trabalho ou estudo para se movimentar e relaxar. Essas pausas são essenciais para evitar a fadiga e manter a produtividade e o bem-estar. Incorporar pausas ativas na rotina pode ser um hábito angular. Ao fazer isso, você não só melhora sua saúde física e mental, mas também estimula a criatividade e a eficiência. Além disso, ao se comprometer com pausas ativas, você pode desenvolver a disciplina necessária para manter outros hábitos positivos. Os hábitos angulares e atômicos são ferramentas poderosas para quem busca uma transformação sustentável. E as pausas ativas? Elas são o suporte perfeito para essa transformação, proporcionando o equilíbrio necessário para manter a consistência e o foco nos seus objetivos. Referências O Poder do hábito Hábitos atômicos *Segundo o Inss o registro por afastamentos por transtornos mentais somaram 288.865 em 2023, um crescimento de 38% em relação ao ano de 2022.
- Hipofrontalidade transitória - O botão de pausa do cérebro
Você já esteve tão envolvido em uma tarefa que perdeu a noção do tempo, e suas ações pareceram quase sem esforço? Para entrar nesse estado conhecido de fluxo, onde conseguimos potencializar nossa performance com mais facilidade, torna-se necessário entender um aspecto neurológico fascinante chamado de hipofrontalidade transitória. Nosso cérebro, por mais sofisticado que seja, às vezes precisa “silenciar” certas áreas para funcionar da melhor forma. Pense na hipofrontalidade transitória como o botão de pausa estratégico do cérebro, especialmente em suas regiões frontais. “Hipo” significa abaixo e “frontalidade” refere-se ao lobo frontal do cérebro, principal responsável pelos pensamentos sequenciais, lógicos, tomada de decisões e autoconsciência. Durante a hipofrontalidade transitória, o cérebro reduz temporariamente a atividade nesta área. Agora, para entender melhor o que acontece internamente, imagine as ondas cerebrais como batidas de música. Há a batida acelerada das ondas beta quando estamos alertas e lógicos, e depois há o ritmo mais lento e harmonioso das ondas alfa, muitas vezes ligadas ao relaxamento, criatividade e à hipofrontalidade transitória. Essas ondas particulares tomam a dianteira durante esse estado, permitindo-nos explorar um reservatório de criatividade e intuição. Com o lobo frontal ficando em segundo plano, outras partes do cérebro têm seus momentos solo, promovendo maior criatividade e redução da autoconsciência. É aqui que a magia do estado de fluxo acontece. Sem o constante excesso de pensamento e dúvidas que muitas vezes nos afligem, podemos mergulhar mais fundo nas tarefas, deixando que nossas habilidades e instintos nos guiem. Esse conceito não é necessariamente novo. Desde a década de 80, cientistas se aprofundam no tema ao estudar a esquizofrenia. Mas o que tem ganhado destaque são as diferentes ferramentas que nos permitem acionar esse botão de pausa do cérebro, e sem dúvida a eficiência da Pausa Ativa está amparada por esse conceito. Podemos experimentar acionar a hipofrontalidade transitória em nossa rotina, intercalando atividades físicas durante momentos de alta atividade cognitiva. Ou, ao contrário, quando estamos muito ativos fisicamente, podemos estimular outras frentes cognitivas, alcançando uma sincronia perfeita sem esgotamentos cerebrais. Sim, como tudo na vida, é preciso equilíbrio. Com o cérebro não é diferente. Se estamos exigindo demais de nosso raciocínio no trabalho, não adianta buscarmos o descanso em redes sociais ou café, que continuam estimulando nosso cognitivo. Precisamos desviar nossa atenção, e isso acontece de maneira mais eficiente promovendo atividades físicas, que permitem um melhor descanso cerebral, inclusive pela oxigenação cerebral. Atividades como meditação e mindfulness também são eficientes para isso, mas a vantagem de intercalar com atividades mais dinâmicas é diminuir as dores crônicas relacionadas às tensões ortopédicas muito frequentes no trabalho. Para trazer isso à vida, vamos usar um exemplo: uma pessoa que está trabalhando há quase 1 hora direto em um relatório. E parece estar estagnada em suas conclusões. Ao levantar da cadeira e praticar 2 minutos de corrida no lugar, aumentar a frequência cardíaca, esse colaborador pode experimentar uma alteração na consciência, como a sensação de estar no momento presente, menos analítico e até mesmo “flutuando”. É como se o cérebro desligasse temporariamente a parte mais focada e permitisse outras experiências. Por isso, não é incomum ouvir que alguém teve um insight durante uma corrida. Praticar uma rotina consistente de pausas ativas permite evitarmos o esgotamento e chegarmos com maior vitalidade ao final do dia proporcionando melhor equilíbrio entre vida pessoal e trabalho. Aqui você consegue entender mais sobre como acionar essa pausa cerebral. Vem com a gente?
- Sentar, ficar em pé, movimentar-se e dormir: 24 horas de equilíbrio na otimização da sua saúde
Sabemos que ficar muito tempo sentado traz muitos prejuízos à saúde. Mas você já se perguntou qual é o equilíbrio ideal entre ficar muito tempo sentado e passar horas em pé? Um estudo recente veio para responder essa questão de forma simples para otimizar suas 24 horas do dia! Escrito por Dra. Paola Machado ( Istoé Bem-estar) Temos uma noção intuitiva do que é ser saudável e estamos cansados de saber que ficar horas e horas sentados faz mal à saúde, que ficar em pé é melhor que ficar sentado e que fazer exercícios e incluir movimentos ao longo do dia é essencial. Além disso, para complementar esse equilíbrio, precisamos de um sono de qualidade, afinal, dormir bem melhora muito a saúde e o bem-estar. No entanto, surge uma questão-chave: qual é a melhor maneira de equilibrar nossas 24 horas para otimizar nossa saúde? Um estudo publicado neste ano (2024) na revista Diabetologia e intitulado em “Associations of 24 h time-use compositions of sitting, standing, physical activity and sleeping with optimal cardiometabolic risk and glycaemic control: The Maastricht Study” teve como objetivo mostrar como as associações de sentar, ficar em pé, atividade física e sono e a saúde cardiometabólica e dos marcadores de controle glicêmico estão inter-relacionadas e, assim, identificar composições do uso das 24 horas associadas ao controle desses marcadores e fatores de risco para doenças cardíacas, acidente vascular cerebral (AVC) e diabetes. Nosso comportamento em 24 horas O estudo analisou algumas atividades comuns: dormir, sentar, ficar em pé, atividades leves (que são as atividades de vida diária – AVD’s – consideradas como os movimentos ao longo do dia –exemplo cozinhar, faxinar, passear com o cachorro etc) e atividades moderadas a vigorosas (treinos como corrida, musculação, natação e também consideraram uma caminhada rápida ou atividades mais intensas), e relacionou essas atividades com a saúde cardiovascular e aos níveis de glicose no sangue (glicemia). De acordo com o estudo, há ótimos intervalos das atividades que são: Ficar sentado . De 5h40min a 7h10min; Ficar em pé. De 4h10min a 6h10min; Atividade leve (AVD’s). De 2h a 2h20min; Atividade moderada-vigorosa. De 1h40min a 2h20min; Dormir. De 7h30min a 9h. O estudo mostrou que, em média, a quantidade ideal de sono era de 8,3 horas, enquanto para atividade leve e atividade moderada a vigorosa, o recomendado seria de 2,2 horas cada. Encontrando o equilíbrio ideal As evidências crescentes sugerem que a forma como você passa o dia pode ter interferências significativas para a sua saúde. Além da atividade física de intensidade moderada a vigorosa, isso significa que o tempo que você passa sentado, em pé, fazendo atividade física leve e dormir, é capaz de interferir na sua saúde. O estudo avaliou cerca de 2.000 adultos que utilizaram sensores corporais que eram capazes de interpretar seus comportamentos físicos por sete dias, dando uma ideia de como eles passavam suas 24 horas do dia. No início do estudo, os participantes mediram a circunferência de cintura, a glicemia e a sensibilidade à insulina. O sensor corporal e os dados da avaliação foram combinados e analisados e depois testados em relação a marcadores de risco à saúde —como uma pontuação de risco de doença cardíaca e acidente vascular cerebral — com a finalidade de criar um modelo. Usando este modelo, os pesquisadores analisaram as 24 horas e encontraram os períodos de menores associações estimadas com risco de doença cardíaca e níveis de glicose no sangue, resultando em combinações ideais de atividade sentada, em pé, leve e de intensidade moderada. Quando foi avaliada a circunferência da cintura, glicemia, sensibilidade à insulina, risco de doença cardíaca e acidente vascular cerebral (AVC), os cientistas notaram diferentes horários ideais e, assim, onde essas zonas se sobrepuseram mutuamente, foi atribuída a zona ideal para o risco de doença cardíaca e diabetes. Os pesquisadores ainda descobriram que a atividade física de intensidade leve (definida como caminhar menos de 100 passos por minuto), tinha fortes associações com o controle da glicose, especialmente em pessoas com diabetes tipo 2. Essa atividade física de intensidade leve provavelmente é acumulada de forma intermitente ao longo do dia, em vez de ser um exercício leve proposital. As evidências experimentais sugerem que pausas durante o dia com atividades leves (como fazer uma caminhada de 3 a 5 minutos a cada hora) pode melhorar nosso metabolismo, especialmente após o almoço. Embora o tempo de atividade física moderada a vigorosa possa parecer bastante alto, em mais de 2 horas por dia, nós o definimos como mais de 100 passos por minuto – o equivalente a uma caminhada rápida. Deve-se notar que essas descobertas são preliminares. Este é o primeiro estudo de doença cardíaca e risco de diabetes mais recente sobre as 24 horas, e os resultados precisarão de mais confirmações com estudos prospectivos e mais longos. Link original: https://bemestar.istoe.com.br/sentar-ficar-em-pe-movimentar-se-e-dormir-24-horas-de-equilibrio-na-otimizacao-da-sua-saude/
- Saúde Metabólica e Mitocôndrias: O Caminho para o Bem-Estar através da Pausa Ativa
Pausa Ativa é a solução para a sua saúde! E não somos nós que estamos falando... A Dra Casey Means, fisiologista doutorada em Stanford e super mais renomada globalmente, é a grande defensora da pratica de movimentos rápidos ao longo do dia como forma de potencializa a nossa energia e regular o nosso metabolismo. Em seu novo livro, intitulado Boa energia, ela ressalta as descobertas dessa prática para o bom funcionamento das mitocôndrias. Na última semana ela deu uma entrevista de quase 3 horas para Andrew Huberman, um dos mais importantes podcast do mundo onde também disc utem como alavancar a nutrição, o exercício e os fatores ambientais para melhorar a saúde metabólica, melhorando a função mitocondrial, a regulação hormonal e do açúcar no sangue. Para facilitar a sua vida, fizemos algumas anotações com as principais informações relacionadas ao nosso tema. No entanto, recomendamos fortemente a escuta completa no link no final do artigo. Entendendo a Função e Disfunção Metabólica “O metabolismo é, na verdade, a base de toda a saúde. É o caminho fundamental central que impulsiona todos os outros aspectos da saúde. Também é o caminho fundamental central que está sendo verdadeiramente esmagado no mundo americano moderno, subjacente a 9 das 10 principais causas de morte nos Estados Unidos hoje.” – Dra. Casey Means Estima-se que até 93% dos adultos dos EUA tenham metabolismo subótimo. Metabolismo é como convertemos energia alimentar em energia humana O alimento que ingerimos é energia potencial que é convertida em nossos corpos para uso em processos celulares O espectro da doença metabólica é vasto porque temos mais de 200 tipos de células no corpo - subalimentar diferentes tipos de células parecerá diferente “O maior ponto cego na saúde ocidental, e na verdade a razão pela qual os resultados de saúde estão piorando a cada ano nos Estados Unidos, é porque estamos ignorando a saúde metabólica e a disfunção metabólica.” – Dra. Casey Means Estamos focados em sintomas e no resultado da disfunção metabólica em diferentes tipos de células que ignoramos a causa raiz subjacente “Quanto mais nos especializamos em saúde, mais doentes estamos ficando.” – Dra. Casey Means A especialização é lucrativa, mas não é melhor para os resultados de saúde Visão geral da saúde dos EUA versus outras nações desenvolvidas: Temos a pior doença crônica; temos a menor expectativa de vida. Por quê? O sistema de saúde valoriza a especialização - em vez de olhar para o quadro geral da saúde metabólica, olhamos para os sintomas. Nos EUA, é gasto o dobro em saúde do que o próximo país mais rico, mas nossos resultados são os piores. A tríade da baixa vitalidade: Mitocôndrias; Inflamação; Estresse oxidativo: Esses são os 3 fatores subjacentes à disfunção metabólica A Inflamação crônica é medo bioquímico - uma resposta a uma ameaça; Estresse oxidativo é como incêndio florestal Mitocôndrias são as estruturas dentro das células que convertem alimentos em energia que nosso corpo utiliza. A disfunção mitocondrial é como apagões - não há energia suficiente; O ambiente em que nossas células existem mudou rapidamente - nossa alimentação mudou, padrões de movimento mudaram, exposição à luz mudou, sono piorou, etc. Cada mudança em nosso ambiente danifica nossa função mitocondrial de maneiras únicas. A epidemia de obesidade é apenas um sintoma da disfunção mitocondrial. Estamos confundindo sintomas com a doença: Mesmo na sinusite, as células estão sentindo uma ameaça e os problemas dos seios da face são a reação - é um problema de disfunção mitocondrial; As células não conseguem fazer seu trabalho e reagem de acordo, o que cria uma resposta imune massiva e uma cascata de disfunção Estatísticas assustadoras: 75% dos adultos americanos estão com sobrepeso e obesos; 50% dos adultos americanos têm pré-diabetes e diabetes; 30% dos adolescentes têm pré-diabetes; 40% dos americanos têm um diagnóstico de saúde mental; estima-se que o câncer atinja 2 milhões de casos em 2024; Alzheimer está aumentando, infertilidade está aumentando - e não há sinal de que qualquer um deles esteja diminuindo Resistência à Insulina e Capacidade Mitocôndrial O problema não é a ingestão calórica, estamos ingerindo mais do que o suficiente para suprir nossas células Precisamos criar capacidade no corpo para transformar energia potencial em energia utilizável em vez de armazenar Quando o corpo sente que não pode transformar a energia em uma forma utilizável, ele bloqueia os processos metabólicos e celulares e armazena a energia em formas mais tóxicas Resistência à insulina é essencialmente a célula compensando as mitocôndrias quebradas e dizendo ao receptor de insulina que não é funcional. Para aumentar a capacidade metabólica: Precisamos fazer mais mitocôndrias, tornar cada mitocôndria mais funcional e fazer com que cada mitocôndria processe mais substratos de energia. Como? Exercício! Dicas de Exercício para Melhorar a Saúde Mitocôndrial Exercícios de resistência e HIIT promovem mitofagia e biogênese. Treinos de sprint melhoram a capacidade oxidativa. Treinamento de resistência constrói mais mitocôndrias. Caminhar é um sinal de disposição de glicose – tente dar 7000 passos por dia ou fazer algumas caminhadas curtas por dia. “Se caminhar fosse uma pílula, seria a pílula mais impactante que tivemos em toda a medicina moderna.” – Dra. Casey Means Caminhar demonstrou reduzir a mortalidade por todas as causas – não se trata apenas dos passos, a contração muscular é medicina. Uma caminhada de 10 minutos antes e/ou depois das refeições melhora a resposta à glicose. Tente fazer uma pausa para movimento a cada 30 minutos ao longo do dia. A ideia do exercício é que queremos estar em movimento ao longo do dia, não apenas fazer um exercício intenso de 1 hora e depois ficar sentado pelo resto do dia. Precisamos construir movimento em nossas vidas diárias Trabalhe cada grupo muscular principal 3x por semana através de treinamento de resistência. Invista para conseguir 75-150 minutos de atividade extenuante a moderada. Esteiras acoplados em mesa podem ajudá-lo a alcançar seus passos e manter o sangue fluindo ao longo do dia - Perder gordura e construir músculos enquanto trabalha. Um ritmo lento é suficiente, trabalhe acumulando tempo; você ainda dará muito mais passos ao longo do dia do que de outra forma. Levantamentos de panturrilha sentados são outra maneira de se movimentar enquanto você está sentado à sua mesa - Queimar calorias, mover músculos. Termogênese de Atividade Não-Exercício (NEAT): Movimento que não é exercício intencional – pense em tarefas domésticas, limpeza, etc.; Dê ao corpo estímulos que nossas células estão acostumadas a receber, mas foram privadas por causa da vida moderna. Nossas vidas diárias costumavam envolver muito mais movimento. As soluções mais simples são as mais eficazes – o caminho para uma saúde melhorada não é complicado. A cobertura dessa temática é super vasta nesse podcast e aborda outras perspectivas de como aprimorar o funcionamento de nossas mitocondrias pela perspectiva de alimentação, ambiente, sono, conforme listado no próprio youtube do canal. Vale assistir/ ouvir o episódio completo: https://youtu.be/8qaBpM73NSk Biomarcadores de Teste de Sangue e Função Mitocondrial Navegação pelo Sistema Médico e Testes de Sangue Fatores Ambientais e Alimentação Alimentos Ultra-Processados vs. Alimentos Reais Confusão Cerebral e Celular Controle de Desejos e Suporte ao Microbioma Ozempic e Análogos de GLP-1 Exposição Deliberada ao Frio e Calor Jejum Intermitente e Flexibilidade Metabólica Monitores Contínuos de Glicose (CGMs) Sono e Biomarcadores Mentalidade e Segurança Estar na Natureza e Luz Solar Pausa Ativa facilita o bom funcionamento das mitocôndrias e é o caminho mais curto para o bem-estar.
- Passo a passo para a rotina de trabalho do futuro
Implementar a rotina de trabalho do futuro, com certeza não requer alto investimento por funcionário (60,00/ano), requer somente de vontade institucional, dedicação dos gestores e paciência para esperar o ciclo de criação da nova cultura (70% do grupo aderindo em 1 ano) Aqui representamos 4 fases em imagens, todas recomendadas em artigos e órgãos especializados 1- Estabelecimento da relação e apoio da empresa/alta gestão com a rotina, como um pilar de governança e como meta em auditorias internas e externas. 2- Educar e destacar o tempo sentado limite de tempo sentado em atividade cognitiva que afeta a saúde (gestão de risco pró-ativa) e educar o cérebro de toda a equipe, leia-se seus cérebros, baseado na neuropsicologia do comportamento, que não é normal e não é bom ficar muito tempo consecutivos sentados ou em pé em demanda mental (educação psicofisiológica e neuroplasticidade) 3- Criar e padronizar paradas individuais ou coletivas para prática de pausas ativas estratégicas e torná-la algo normal no dia , e não algo especial aplicado 1 ou 2 x semana, com o objetivo de Potencializar o movimento consciente, a aptidão física e reduzir a reatividade biológica do cérebro ao exercício, promovendo o aumento da pratica de Ativ. física no lazer. 4- E, para finalizar, a cereja do bolo. Criar um espaço para pausa ativa real, com opção de pausas para aliviar (massagem), deitar, alongar, meditar, respirar, movimentar... sem dar opção sem cadeiras e mesas, sem opção de ficar no celular e sem deturpação temática conectando pausas psicofisiológicas a locais do globo e filosofia religiosa oriental. Pronto, aplicando a metodologia você gastará muito pouco e verá resultados práticos surpreendentes em apenas 30 dias, com um VOI imensurável e um ROI de pelo menos 5 para 1 real investido ou mais. A ciência já vem publicando trabalhos dando o caminho, e hoje só falta vontade política e d e governança nas empresas para a mudança. Indo além: A não gestao real do comportamento no local de trabalho é um fator de risco para a saúde mental e muscular dos trabalhadores e deve ser um pilar em todos os programas de saúde corporativa e, ouso dizer com muita tranquilidade e respaldo científico, que passar o dia todo sentado em telas, se entupindo de café, doces e snacks ofertados pela empresa nas copas e em máquinas disponíveis pela empresa, oferece mais risco para o humor, estresse, dores e percepção de bem-estar dentro e fora do trabalho do que um chefe ou empresa tóxica. Uma rotina ocupacional sedentária e transtornos e problemas emocionais caminham lado a lado e está no item 2 na nova lei nº14.831, DE 27 DE MARÇO DE 2024 aprovada no Senado, visto que os indicadores e sugestões da lei, são causadas e impactadas exatamente pelo que estou falando acima. #ficadica Só para uma dura reflexão. Bem-estar do trabalhador não se dá somente com palestras, treinamentos, atendimentos SOS e selos. É questão comportamental diária Somos o que nos movemos Sentar é o Novo Fumar.
- Unindo Forças rumo à Saúde e Segurança no Trabalho com Autonomia e Eficiência
Um chamado à ação conjunta para a área de Recursos Humanos e Saúde e Segurança no Trabalho! O que você pensa quando falamos de saúde e segurança no trabalho? Por anos essa pauta estava diretamente ligada atender as exigências legais e protocolos a fim de evitar multas. Muito além do EPIS, (equipamentos de proteção) a segurança no trabalho é um compromisso fundamental com a dignidade humana, a produtividade e o desenvolvimento sustentável das empresas. 28 de abril marca o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, data escolhida em homenagem aos 78 empregados que morreram na explosão de uma mina na cidade de Farmington, nos Estados Unidos, em 1969. Segundo o site da Sercon, No Brasil, a data começou a ser celebrada em 2005, com a promulgação da Lei n.º 11.121, que instituiu o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho. Atualmente, vemos dentro de grandes empresas as áreas de saúde separadas da segurança, a parte de recursos humanos e ainda distantes da área de Sustentabilidade que trabalham em silos , lutando por orçamento e visibilidade buscando objetivos semelhantes, mas sem sinergias em prol do cuidado às pessoas. Dra Tatiana Kunisawa, acredita que essa segregação, principalmente entre as áreas acontece pelo perfil de que as áreas de segurança tendem a ter uma abordagem cartesiana, enquanto pessoas da área médica tem um olhar mais amplo incluindo contexto e consequências. Temos visto uma evolução nesse trabalho conjunto, para o bem de todos, até para os números e relatórios reflitam uma realidade mais complexa e não apenas pelo olhar normativo. Por esse espectro, fazemos uma provocação a todas as organizações para trabalharem “squad” multisetoriais desenhando metas, transformando-o em um plano de ação estratégico com ações mensuráveis e melhorias contínuas. Em nossas conversas, Dr Welmer Carneiro , sempre nos faz um convite de revisitarmos os nossos planos utilizando a ferramenta do PDCA( Plan, Do, Check & Act). Mas com total rigor em diagnostico prévio para identificar as necessidades prioritárias por área para não ser um único protocolo para atender diferentes situações. Listamos alguns pilares importantes para alcançar o sucesso: Advogacy: Somar forças, ganhar espaço na agenda organizacional, ser defensores de políticas, práticas e atitudes a fim de promover mudanças positivas, combatendo o estigma e promovendo uma cultura de cuidado e acolhimento. Letramento : Equiparmos os colaboradores com conhecimento e ferramentas para autocuidado e identificar sinais de alerta, tanto no âmbito individual quanto coletivo...Trazer repertório de como as pessoas devem agir em diferentes situações. Firmando comportamentos aceitáveis e repulsivos. Integrado: Garantindo que os colaboradores consigam integrar essa ferramenta no ambiente de trabalho ao invés de terceirizá-lo para o lazer. Isso significa criar um espaço onde o cuidado com a saúde mental e física seja acessível, e integrado à rotina profissional. Superar a mera obediência às leis e protocolos, reconhecendo a segurança no trabalho como um valor essencial na cultura organizacional. Renata Rezend e, defende justamente o olhar mais amplificado em relação as queixas, ou seja, a equipe de ergonomia deve estar muito mais aberta a receber as queixas e trazer para a equipe médica atuando de forma mais preventiva. Acolhedor: Esse conceito refere-se à sensação de confiança, respeito e apoio mútuo que os colaboradores sentem ao compartilhar suas opiniões, ideias e preocupações no ambiente de trabalho. Quando os colaboradores se sentem valorizados e respeitados, estão mais propensos a comunicar abertamente questões relacionada segurança e a colaborar ativamente na identificação e prevenção de riscos. Com isso, favorece também a da segurança psicológica dos colaboradores tão temida quando a assunto é transtorno mentais Viviane Machado, diz ser importante ter um canal de comunicação entre equipes multifuncionais para ajudar nessa atenção ao colaborador potencializando a atuação. As pessoas muitas vezes se queijam de dor, mas na verdade as vezes precisam ser ouvidas. Amplificado: A parceria com programas de comunicação interno é super bem-vinda. Ter uma comunicação de linguagem fácil e atrativa facilita no engajamento dos colaboradores. Rafaela Ader , com formação de ergonomia, diz não ter esse background acadêmico, mas diz ter aprendido na pratica corporativa como "vender" internamente os programas de bem-estar. Para ela o melhor caminho é identificar as pessoas que estão vendo valor nas ações e divulgar vídeos de depoimentos para encorajar a adesão através do exemplo. O Contrário, amplificar mais do que entregar, também pode ser perigoso, ter ações de prateleiras para falar que atende e não colocar em prática também podem prejudicar a reputação da empresa. Esse conteúdo foi discutido no último encontro intitulado Papo Ativo . Convidamos você para participar desse seleto grupo onde os microfones ficam abertos e discutimos temas relevantes para profissionais que atuam com a saúde do colaborador. O próximo tema será sobre KPIs , e discutiremos melhores práticas relacionadas ao Roi e VOI. Não deixe de se inscrever. #Unindo saúde e segurança #saudenasempresas
- O autocontrole pode ser facilmente impactado pelo tempo sentado
Você sabia que sua reação aos estressores, impulsividade e até a crise de ansiedade pode estar diretamente ligada ao fato de passar o dia sentado trabalhando e não ao trabalho, chefe, família ou as demandas diárias? 🤔 Estudo publicado, esta semana (07/04/2024), na Psychology of Sport and Exercise por pesquisadores Brasileiros verificou em adultos que Sentar demais prejudica o nosso controle inibitório, umas das funções primordiais da nossa f unção executiva , função que nos ajuda a regular o nosso autocontrole e reações. Ou seja, o fato de sermos excessivamente passivos (+9h/dia) nos afeta a ponto de nos tornar mais reativos e impulsivos as demandas e estressores diários. Este é mais um estudo da área de Psicologia que nos mostra que o trabalho sentado sem gestão é um problema de saúde e gestão emocional, e não só de ergonomia e medicina, trazendo a responsabilidade e colocando no centro das ações, também os colegas da Psicologia Organizacional e RHs. O que estamos acompanhando é um movimento onde TODOS os setores têm responsabilidade e devem assumir seu protagonismo para uma mudança profunda na cultura ocupacional, que está nos matando diariamente. Só não começa a implantar quem ainda não sabe ou se não quiser. Não é por falta de informação e pesquisas. https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1469029224000542?via%3Dihub #temposentado #autocontrole #sedentarismo #PausaAtiva
- Atividade física: remédio ou felicidade? Tanto faz... o que importa é manter constância na prática
Criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para combater o sedentarismo, o Dia Mundial da Atividade Física é celebrado no dia 6 de abril. O objetivo é incentivar cada vez mais pessoas a adotarem um estilo de vida saudável por meio do movimento no dia a dia. “Como todo grande movimento de conscientização – o Dia de Combate ao Câncer, o Dia da Água, o Dia do Meio Ambiente – é importante termos o Dia Mundial da Atividade Física. Ele foi instituído em 2003 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em decorrência do sucesso das ações do Agita Mundo no ano anterior, durante as celebrações do Dia Mundial da Saúde (7 de abril). O Dia Mundial da Atividade Física é importante para ajudar a conscientizar sobre a importância da adoção de um estilo de vida ativo e saudável . Existe um plano de ação global que visa diminuir em 10% a inatividade física no mundo até 2025 e em 15% até 2030”, diz o Professor Luis Carlos de Oliveira, diretor do Celafiscs , Todo ano, o Dia Mundial da Atividade Física tem um tema. “Em 2024 é ‘Mova-se e Viva Feliz’. A ideia é dizer que a atividade física não deve ser vista só como uma coisa ‘medicamentosa’ . Um dos grandes avanços na promoção da atividade física que nós, profissionais de Educação Física, estamos conseguindo fazer é não enxergar apenas como ‘remédio’. Existe um programa do Colégio Americano de Medicina do Esporte chamado ‘Exercício é remédio’, porém existem pontos positivos e pontos negativos a respeito disso. A classe médica se sensibiliza com esse tipo de abordagem porque faz parte da cultura. Mas existe um outro segmento, principalmente numa Educação Física mais humanista, que quer dissociar a prática da atividade física do remédio. A ideia é incentivar a atividade física como um hábito de vida saudável, que esteja ligado ao prazer, à felicidade – que seja uma livre opção”, conta Oliveira, ressaltando ainda que é vasta a programação de iniciativas para esse ano. A especialista diz que a atividade física é importante para o pleno desenvolvimento humano e deve ser praticada em todas as fases da vida e em diversos momentos . “No dia a dia, por exemplo, quando as pessoas se deslocam de um de um lugar para o outro, quando realizam tarefas domésticas, quando escolhem pedalar, caminhar, dançar, realizar a rotina de Pausas Ativas durante a jornada de trabalho* em todos esses momentos estão fazendo atividade física. É importante destacar que existe atividade física e exercício físico. Todo exercício físico é uma atividade física, mas nem toda atividade física é um exercício físico. Os exercícios físicos se diferenciam por serem atividades planejadas, estruturadas, repetidas, que tem o objetivo de melhorar ou manter as capacidades físicas, além de serem prescritos por um profissional de Educação Física”, explica Edina. Nesse Dia Mundial da Atividade Física – e durante todo o mês, denominado também Abril Verde , estimule em sua empresa a reflexão sobre prática da atividade física, para que o movimento seja incorporado no cotidiano de sua equipe pelo resto do ano*,. #atividadefísica #pausaativa Escrito por: Yara Achoa *adicionado pela nossa equipe exclusivamente para o blog. Leia na integra no link : Dia Mundial da Atividade Física: incentive as pessoas a fazerem atividade física de forma prazerosa! – Fitness Brasil
- Como motivar sua equipe e mantê-la motivada pela teoria de autodeterminação
A Teoria da Autodeterminação, desenvolvida por Edward L. Deci e Richard M. Ryan, é uma teoria que enfatiza a importância das necessidades psicológicas inatas para o bem-estar e a motivação intrínseca. Os principais achados da pesquisa indicam que existem três necessidades psicológicas básicas que, quando satisfeitas, promovem a autodeterminação e a motivação intrínseca: Competência : Sentir-se eficaz em suas atividades e ter oportunidades para expressar e desenvolver habilidades. Conexão ou Relação : Ter um senso de pertencimento e conexão com outras pessoas. Autonomia : Sentir-se no controle de suas próprias ações e ideias. Para motivar e manter uma equipe motivada, é essencial criar um ambiente que apoie essas necessidades psicológicas. Para facilitar essa aplicação pratica, segue uma lista de iniciativas que facilitam a melhor aderência de iniciativas de saúde e bem-estar , com algumas inspirações de como fazemos na implementação do nosso programa ( em azul): Construa planos em conjunto - apresente o problema que pretende resolver e apresente àqueles que precisam ser engajados, estimule a contribuição individual par a encontrar meios que parecem efetivos. Em nosso caso dentro das palestras de sensibilização a seguinte pergunta: “ Na sua opinião, como podemos criar oportunidades para mais movimento no trabalho? Escuta ativa em todas as fases do programa - permanecer aberto e atento enquanto a pessoa compartilha seus pensamentos e reconhece empaticamente sua perspectiva como válida Por exemplo, “ parece que isso tem sido uma barreira para você aumentar sua movimentação no trabalho já há algum tempo”. Dê o poder de escolha - F orneça a equipe uma justificativa de apoio à autonomia sobre por que eles estão executando e reconheça inclusive os aspectos desfavoráveis . Use linguagem e tom que demonstrem e enfatizem as escolhas práticas da equipe. Um exemplo disso na prática seria: “Nós te inscrevemos na Pausa Ativa Ocupacional para que possamos inserir mais movimento em nossos dias de trabalho e reduzir nosso risco de problemas de saúde relacionados à atividade sedentária. A participação no desafio é totalmente voluntária e estaremos abertos a que você estabeleça uma meta prática , mas, queremos apoiá-lo a encontrar uma maneira adequada de tornar o movimento mais regular em seu dia de trabalho e beneficiar sua saúde a longo prazo.” Reconheça e dê feedback para encorajamento - Você está apoiando a autonomia e a competência ou focando no cumprimento das metas a sua equipe Você está sendo genuíno e reconhecendo a contribuição pessoal que eles forneceram ou está fornecendo feedback não específico e repleto de elogios? Uma maneira de demonstrar autonomia e feedback de apoio à competência seria – “ Obrigado por tomar a iniciativa de sinalizar que tem se sentindo inibido na pratica das Pausas Ativas. Saber disso significa que podemos ajustar isso para todos.” Não precisa ser uma competição! Ter uma abordagem de “vencedores” e “perdedores” não só acarreta um declínio na motivação dos perdedores, mas também na qualidade da motivação dos vencedores. "A adoção da rotina de pausas ativas têm reduzido 80% da incidência de dores ortopédicas e ainda diminuído a sensação de esgotamento ao chegar em casa" Estimule a colaboração mútua - .pode considerar como sua equipe compartilha recursos e habilidades para completar o desafio e se essas informações estão sendo fornecidas com o objetivo de apoiar a autonomia e a competência. Dentro do modelo da Pausa Ativa Ocupacional - Ter m etas de doação compartilhadas na gamificação solidária, ajuda a troca de melhores práticas entre times, senso de pertencimento e mesmo criatividade para encontrar mais situações de inclusão do movimento durante o trabalho. Ao atender a essas necessidades, os membros da equipe se sentirão motivados não apenas por recompensas externas, mas também por um senso de satisfação e realização pessoal e assim, a mudança de comportamento acontece naturalmente por fazer sentido individualmente. E para você, fez sentido esse conteúdo? Temos muito para trocar. Nos siga no instagram, no Linkedin, mande email... vamos juntos tornar o ambiente de trabalho cada vez mais saudável e produtivo. #pausaativa #motivacao #saudenotrabalho #transformarhabitos Inpirações: equipe motivada pela teoria da autodeterminação - https://www.beupstanding.com.au/
- Mais da metade dos trabalhadores sentem estresse acima do ideal
O estudo contou com a participação de mais de mil trabalhadores de médias e grandes empresas Uma pesquisa recente conduzida pela empresa Pausa Ativa Ocupacional revelou dados alarmantes sobre o cenário atual nas empresas: 86% dos trabalhadores passam mais de 6 horas diárias sentados. Esse estilo de vida sedentário está associado a níveis estresse acima do ideal (53%), falta de energia (59%), e esgotamento que afeta até mesmo as atividades de lazer (71%). Segundo o professor Daniel Sandy, CEO e cofundador da Pausa Ativa, os efeitos do sedentarismo vão além do físico, impactando diretamente a produtividade e o bem-estar dos colaboradores. Estudos mostram uma relação direta entre o tempo prolongado de inatividade e problemas como redução da oxigenação celular, atividade neurometabólica reduzida, aumento da tensão muscular e processos inflamatórios crônicos. Conscientes desses desafios, os gestores de Recursos Humanos têm buscado soluções para combater o sedentarismo no ambiente corporativo. No entanto, a baixa adesão aos programas de estímulo à atividade física tem sido um obstáculo. Muitos gestores questionam se vale a pena investir em iniciativas desse tipo. De acordo com Daniel Sandy, para superar essa resistência, é crucial remover as barreiras que impedem a participação dos colaboradores. “É fundamental promover o movimento durante a jornada de trabalho, indicando exercícios rápidos e simples, estimulando a independência e garantindo uma cultura organizacional que valorize a saúde e o bem-estar”, afirma o professor. As pausas ativas no combate ao sedentarismo Segundo a PhD em neurofisiologia, a professora Leandra Batista, que também atua como diretora científica da Pausa Ativa Ocupacional, as pausas ativas ocupacionais têm sido recomendadas em diversos países ao redor do mundo, incluindo os Estados Unidos, Canadá, Austrália, União Europeia, Japão, China, entre outros para combater o sedentarismo. Estas recomendações variam quanto ao tempo de permanência sentado (de 30 minutos a 2 horas consecutivas) e o tempo destinado às pausas ativas (de 1 a 10 minutos). De acordo com a especialista, ao realizar movimentos durante a pausa ativa, o indivíduo direciona seu foco para a prática física, o que pode resultar na redução da atividade no córtex pré-frontal – região cerebral responsável por funções como planejamento, tomada de decisões, concentração e controle emocional. Essa pequena intervenção pode abrir novos caminhos para o cérebro ao retornar à atividade mental, permitindo uma melhora na criatividade ou uma redução na ruminação mental e na preocupação excessiva. “Para conscientizar e incentivar a mudança, as empresas podem adotar uma série de medidas, como palestras de sensibilização, implementação de programas de pausas ativas, oferecimento de espaços para movimento, treinamento da liderança, incentivo a reuniões caminhantes, estímulo ao uso de escadas, e reconhecimento dos colaboradores que se destacam pela iniciativa”, finaliza o CEO da Pausa Ativa Ocupacional. https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/59-dos-trabalhadores-sentem-estresse-acima-do-ideal,db01b1c54942b316e8bbd73978e9a9a9an4cnkzp.html?utm_source=clipboard











