109 resultados encontrados com uma busca vazia
- Sentar é o novo fumar - não só pelo mal que faz a saúde, mas por questões culturais
Sabe aquela máxima que ficar muito tempo sentado é o novo fumar? A verdade é que passar o dia todo na cadeira pode trazer problemas sérios para saúde, como problemas no coração, diabetes, ossos mais fracos, um risco maior de alguns tipos de câncer e até favorecendo transtornos mentais. E esse fato está relacionado com uma questão cultural. Antigamente, nós nos movimentávamos muito mais, no entanto a tecnologia mudou o jogo. Agora, passamos o dia o dia inteiro no trabalho sentados e isso está nos enlouquecendo aos poucos. Até na hora de se divertir, o padrão mudou. Antes, a diversão era correr, jogar bola, essas coisas. Hoje em dia, muita gente passa o tempo livre só na frente das telas, e isso não está ajudando a manter o corpo em movimento. Para resolver essa situação, precisamos conscientizar e agir rapidamente. Promover campanhas, ao estilo das que foram feitas que ajudaram muitas pessoas a largarem o cigarro, dar estímulos para as pessoas fazerem mais pausas durante a jornada são essenciais para nos incentivar a nos mexermos mais. Nesse contexto, surge o SoftwareSmartPushBreak , desenvolvido pela Pausa Ativa Ocupacional. Este sistema avançado utiliza tecnologia de ponta e pesquisas científicas para personalizar lembretes de intervalos, adaptados às necessidades individuais. Ele avalia o nível de estresse, a ergonomia e o tempo sentado, fornecendo recomendações personalizadas para pausas no computador do usuário . O objetivo não é promover o monitoramento de produtividade ou fiscalização do indivíduo. O SoftwareSmartPushBreak é um aliado das equipes de saúde e segurança do trabalho, respeitando as leis de privacidade e proteção de dados. Sem capturar imagens, coleta dados essenciais para análises populacionais, sem foco individual. As pausas sugeridas são curtas, mas eficazes, variando de 2 a 5 minutos a cada 1h ou 2h sentados, facilitando a implementação na rotina de trabalho e promovendo a autonomia do colaborador no autocuidado. O desafio é grande: precisamos entender que ficar sentado demais é ruim para saúde e, ao mesmo tempo, precisamos mudar essa cultura de ficar parado. Assim como o cigarro, ficar muito tempo sentado não é só um problema isolado, é um problema social real e estamos aqui para transformar essa realidade. #sentaréonovofumar
- A Importância das Pausas na Gestão do Tempo: Mais Produtividade, Menos Burnout
Em uma sociedade onde acredita-se que tempo é dinheiro, e que a regra é estar sempre produtivo, fazer pausas ou mesmo descansar têm sido um grande desafio. A gestão do tempo ou a busca incessante de ter melhores resultados com o menor período, já está mais do que enraizado na cultura das organizações com o advento do modo de trabalho proposto por Taylor (Padronização, tempo e controle) no inicio do processo de industrialização Por mais que tenhamos evoluído através de novos métodos e culturas de trabalho, como o modelo ágil ( adaptação, colaboração e autonomia) - focada em entrega de valor e aprendizado, nós ainda vemos a necessidade de estarmos sempre obstinados por resultados. Dentro desse contexto, ferramentas que tentam auxiliar o colaborador a otimizar suas tarefas sempre fizeram muito sucesso. O Kanban, que a uxilia no ordenamento do fluxo de tarefas que precisam ser executadas. A matriz de Eisenhower , que defende a priorização de tarefas por grau de urgência e importância. O método pomodoro recomenda foco total em alguma tarefa especifica seguida por uma pausas breve para recarregar sua capacidade de concentração. - - Ele divide o tempo em intervalos chamados “pomodoros” , geralmente com duração de 25 minutos , seguidos por pausas de 5 minutos . E a mais recente chamado de Timeboxing - Divide o dia em blocos de tempo para foco, colaboração, conexão social e Pausas. Ideal para manter um equilíbrio saudável. Independente do método ou da ferramenta utilizada para a gestão do tempo, incorporar pausas em nossa rotina de trabalho, se faz necessário, em prol não somente da produtividade, mas também da qualidade de vida das pessoas. De acordo com uma nova pesquisa da Slack, subsidiária da Salesforce, e da empresa de pesquisa Qualtrics, realizada com mais de 10.000 funcionários administrativos e executivos, que avalia a relação entre o excesso de trabalho e a produtividade, concluiu que agendar proativamente blocos de tempo em sua agenda para se concentrar – e incluir algumas pausas ao longo do dia para restaurar sua capacidade de foco – é essencial para a produtividade . Christina Janzer , vice-presidente sênior de pesquisa e análise do Slack ., afirma que fazer pausas, proporciona espaço para que os colaboradores possam ser inovador, criativo e eficaz na realização das tarefas que lhe cabem. Segundo ela, pular as pausas não é apenas contraproducente , mas também pode ser prejudicial à sua saúde mental. Visto que, a pesquisa conclui que funcionários que raramente ou nunca fazem pausas no trabalho têm quase duas vezes mais probabilidade de ter burnout do que aqueles que fazem pausas regulares. A pesquisa ainda apontou que os colegas que fazem pausas apresentam pontuações mais elevadas em termos de equilíbrio entre vida pessoal e profissional , produtividade, satisfação no trabalho e uma maior capacidade de gerenciar o estresse e a ansiedade. Nós da Pausa Ativa Ocupacional ficamos muito felizes em saber que temos mais aliados nessa nossa missão! Entenda aqui mais como ajudamos você a implementar essa rotina com a sua equipe. https://slack.com/intl/pt-br/blog/news/the-surprising-connection-between-after-hours-work-and-decreased-productivity
- Um olhar científico sobre Home Office, Presencial ou Híbrido
Um novo trabalho de revisão , publicado em Janeiro na Occupational Medicine Journal nos aponta como a ciência está vendo essa transição nas formas de trabalhos, seus impactos positivos e negativos e sugestões riquíssimas para potencializar as escolhas. Olhem o que eles apontam sobre movimento: Diagnóstico: 1- Descobriu-se que aqueles que trabalham em casa gastam significativamente menos tempo praticando atividade física em comparação com aqueles que trabalhavam presencial. 2- O comportamento sedentário ininterrupto foi relatado naqueles que trabalham em casa em comparação com aqueles que não trabalham em casa. 3- Que tanto o trabalho remoto como estar sem emprego estavam associados a um maior tempo gasto em comportamento sedentário em comparação com aqueles que não mudaram a situação profissional durante a pandemia do COVID. 4- A frequência de atividade física programada não foi impactada positiva ou negativamente pelo trabalho em casa, mas o sedentarismo ocupacional aumentou. Recomendação: 1- Empregadores e empregados devem reconhecer que é necessário fazer pausas regulares no trabalho, aliado a postos de trabalho ergonômicos e, que isso tem o potencial de resultar na redução de problemas de saúde física. 2- Garantir que os funcionários façam pausas é mais difícil quando trabalham no regime remoto ou em espaço isolado. 3- Os empregadores devem ser proativos no envio de lembretes regulares (por exemplo, através de e-mails, boletins informativos para funcionários, conversas informais com gestores) para que os funcionários façam pausas regulares. 4- Os gestores devem fornecer informações que justifiquem a necessidade das pausas e devem descrever os benefícios de fazer pausas regulares aos funcionários. Estas recomendações são apoiadas por literatura adicional que sugere que os empregadores podem não perceber de que nem todos os trabalhadores têm acesso a ambientes de trabalho no domicílio adequados. A implantação do Home Office por pressão, porque está na moda ou por narrativa, sem treinamentos e organização baseada em evidências é o que faz uma boa estratégia perder força e evoluções necessárias serem adiadas. Apoiamos e defendemos de forma enfática o regime remoto e híbrido , contanto que venha com uma ação de implementação, treinamento e gestão bem elaborados, que foquem no trabalhador e na sua rotina. Sem gestão sólida e baseada em ciência, corremos o risco de retornarmos ao regime 100% presencial por culpa da má gestão do tempo sentado. E este movimento de retorno já está começando a acontecer, INFELIZMENTE! fonte: Hall et al, 2024
- Como a Pausa Ativa Ocupacional contribui para diferentes dimensões relacionados ao bem-estar
A palavra "Wellness", oriunda do inglês, carrega consigo um significado que transcende a mera tradução para "bem-estar" em português. Ela é como uma canção sussurrada, delicada em sua essência, mas muitas vezes desafiadora em sua compreensão completa. Enquanto em inglês ela soa como uma melodia harmoniosa, no contexto da língua portuguesa, "bem-estar" parece não capturar toda a força e sutileza que "Wellness" evoca. Talvez, isso se dê por uma sensação de distância, como se referisse a um estado zen, quase fora da realidade, ou mesmo por parecer uma utopia inalcançável em nossas vidas agitadas. No entanto, não devemos nos deixar enganar por essa aparente fragilidade da tradução. O conceito de Wellness é profundo e envolve o equilíbrio de várias dimensões da nossa vida. São 8 pilares interconectados que não apenas sustentam nossa jornada em busca de um bem-estar completo, mas também nos desafiam a crescer e prosperar de maneira completa. Vamos explorar cada um desses pilares e descobrir como eles se entrelaçam, formando um mapa para uma vida mais saudável . 1. Físico: Cuidar do corpo é essencial. Através de atividades físicas regulares e uma alimentação balanceada, podemos manter nosso corpo saudável e com energia. As pausas ativas são um excelente exemplo de como essa dimensão pode ser abordada no ambiente de trabalho, mantendo os colaboradores ativos e prevenindo o sedentarismo. 2. Emocional: O cuidado com as emoções é fundamental para o equilíbrio mental. Práticas como a musicoterapia podem ajudar a relaxar, reduzir o estresse e aumentar a sensação de bem-estar. Criar um espaço onde os colaboradores possam desfrutar de momentos de calma e introspecção é um passo importante em direção a um ambiente emocionalmente saudável. 3. Social: Relações interpessoais positivas têm um impacto profundo na nossa felicidade. A gamificação solidária é uma maneira criativa de promover a interação entre os colaboradores, fortalecendo laços e criando um senso de comunidade dentro da empresa. 4. Ocupacional: A dimensão ocupacional se refere à satisfação e equilíbrio na vida profissional. Melhorar a rotina de trabalho é fundamental para a saúde dos colaboradores. A Pausa Ativa Ocupacional, por exemplo, é um conceito inovador que incorpora pausas regulares e atividades físicas leves durante o expediente, garantindo maior produtividade e redução do estresse. 5. Ambiental: Nosso entorno também desempenha um papel no nosso bem-estar. Criar um ambiente de trabalho saudável e sustentável, com boa iluminação, ventilação e espaços verdes, contribui para a qualidade de vida dos colaboradores. 6. Financeiro: Preocupações financeiras podem afetar negativamente o bem-estar. Oferecer educação financeira e benefícios que proporcionem segurança financeira aos colaboradores é uma forma de cuidar dessa dimensão. 7. Espiritual: Esse pilar não está ligado necessariamente à religião, mas sim à busca por um sentido mais profundo na vida. Criar um ambiente que respeite as crenças individuais e promova momentos de reflexão pode ser extremamente benéfico. 8. Mental: A saúde mental é crucial para o nosso bem-estar global. Oferecer programas de apoio psicológico e práticas de mindfulness pode contribuir para a manutenção da saúde mental dos colaboradores. Essa abordagem é disseminada pela Associação Brasileira de qualidade de Vida a ABQV, através do Movimento gerar bem estar, que visa incentivar a cultura da saúde nos ambientes corporativos. A Pausa Ativa Ocupacional contribui para o bem-estar, e como signatária desse movimento, apoia e contribui diretamente para quatro dos oito pilares dessa abordagem. Nossa solução, não só colabora para o âmbito físico , pela correlação mais direta dos ataques de movimentos a cada 1 ou 2 horas sentados, como também auxilia no pilar emocional tornando o individuo mais tolerante ao estresse pela ativação do sistema nervoso parassimpático. Ao incorporar rotinas regulares de pausas, é possível ensinar o corpo e a mente a lidar de maneira mais eficaz com as pressões cotidianas. Em relação ao pilar social , a contribuição chega através da gamificação solidária - na qual a prática de pausas ativas se transformam, em nossa plataforma digital, em quilos de alimentos para serem doados às famílias mais vulneráveis. Só para dimensionar, o tamanho desse impacto, nesses primeiros 7 meses do ano já foram entregues mais de 2 toneladas em cestas básicas. Por fim e uma das importantes contribuições para o programa é a melhora na qualidade de vida ocupacional por fortalecer a cultura de bem-estar dentro das empresas, criando um ambiente mais saudável e motivador para todos. Empresas como Vale, Petrobrás, Via varejo, Klabin já são signatárias do movimento. Convidamos a sua corporação a fazer parte, compartilhando boas práticas e fazendo parte de uma comunidade que realmente está preocupada em fazer a diferença do bem-estar no Brasil. Para mais informações acesse: https://www.gerarbemestar.com.br/
- Como promover uma cultura organizacional saudável
Cultura organizacional é um dos termos mais debatidos no ambiente corporativo. Mas por que ela é tão crucial? A resposta é simples: a cultura de uma empresa é o cerne que mantém todos os aspectos organizacionais unidos. Ela determina como os colaboradores se comportam, tomam decisões e se relacionam uns com os outros. A Importância da Cultura Organizacional Influência na Produtividade Um ambiente de trabalho onde a cultura organizacional é forte tende a ter colaboradores mais engajados e produtivos. Isso porque os valores e metas da empresa estão alinhados com os de seus funcionários. Retenção de Talentos Colaboradores se sentem mais engajados quando percebem que fazem parte de algo maior. Uma cultura organizacional sólida pode ajudar a reter talentos que compartilham da mesma visão da empresa. Facilita a Tomada de Decisões Com um conjunto de valores e normas bem estabelecido, a tomada de decisões se torna um processo mais ágil, já que todos têm um entendimento claro sobre o que é prioritário para a empresa. Mas o grande desafio da cultura organizacional é como mantê-la atualizada e flexível a um cenário em constante transformação. Manter essa cultura viva é chave para o sucesso a longo prazo das corporações. Uma transformação necessária e urgente é o modo de como encaramos a saúde nas organizações. Mais que nunca incluir atividades físicas e diminuir o tempo sentado se tornam essenciais para que os colaboradores estejam mais saudáveis e produtivos. Qualquer pequena mudança dentro das empresas exige esforço e consistência, mas aqui vão as 6 dicas cruciais para apoiar a implantação de uma nova rotina com mais movimento na sua organização. 1. Comece pelo exemplo: a participação e endosso da liderança nas atividades são essenciais para estabelecer a prioridade na organização 2. Comunique e amplifique a mudança - promova newsletters, campanhas e workshops de bem-estar como forma de ganhar novas adeptos 3. Garanta engajamento do time: estimule iniciativas que envolvam diversão e socialização para garantir maior engajamento dos colaboradores . Promova atividades que favoreça a integração entre diferentes equipe. 4. Ofereça os recursos e suportes corretos: ofereça espaços para ativação física, bloquei horários para as pausas ativas e flexibilize jornadas de trabalho - permitindo a inclusão de treinos mais longos. 5· reconheça e premie os melhores: o prestigio move hábitos. Divulge, premie e reconheça perante a todos o esforço das melhores equipes 6· desenhe os planos com apoio dos colaboradores: ouça os inputs da equipe e desenvolva as iniciativas em conjunto. Além de atender as necessidades especificas também as empoderam.
- Prevenção ao Burnout?
Quando falamos em comportamento sedentário, a primeira coisa que vem à mente é a imagem de um sofá chamando pelo seu nome, certo? Ou você relaciona a fazer ou não fazer atividade física. No entanto, muitas vezes ignora o comportamento que toma toda a sua jornada de trabalho, o fato de passar horas e horas sentado em frente ao computador. É aí que mora o verdadeiro vilão. Sentar demais nos adoece um pouco por dia e está diretamente ligado ao esgotamento! Sabemos que o burnout é resultado de uma combinação de fatores sociais, emocionais, mentais e físicos. No entanto, pouco se fala sobre como ele pode ser agravado pela quantidade de tempo que passamos sentados durante a jornada de trabalho. Um estudo recente revelou que “Professores com níveis mais elevados de comportamento sedentário no trabalho, apresentaram mais exaustão emocional, mais despersonalização e maior necessidade de recuperação” (Verhavert, Y., Deliens, T., Van Cauwenberg, J. et al., 2024). Ao realizar pausas ativas ao longo da jornada de trabalho, podemos diminuir os fatores que potencializam o burnout. Combater o burnout no ambiente de trabalho apenas com palestras gera resultados pouco significativos. Por outro lado, a implementação de uma rotina assistida de Pausas Ativas Ocupacionais proporciona resultados mais assertivos e rápidos. Para ajudar a ilustrar esse efeito, vamos fazer uma analogia: Imagine que você está em meio a uma tempestade. As demandas estressoras do trabalho são como a chuva torrencial, e o seu cérebro é como um abrigo. Agora, pergunte-se: que tipo de proteção você tem contra essa tempestade? Se você faz apenas uma pausa ativa durante a jornada de trabalho, é como se estivesse se protegendo com uma barraca. É uma proteção mínima e qualquer chuvisco pode deixá-lo encharcado. Com duas pausas, você tem uma cabana. É uma proteção média, mas ainda assim, uma chuva mais forte pode causar estragos. Agora, se você faz três pausas ativas, é como se tivesse uma casa sólida. Você está protegido. E se você faz quatro pausas? Bem, aí você tem a Casa da Moeda, um verdadeiro bunker contra o estresse! Não podemos controlar as tempestades, mas podemos usar recursos para nos proteger delas. Adotar uma rotina de pausas ativas nos ajuda a ter maior controle e gestão do estresse. Incluir uma rotina de Pausas Ativas Ocupacionais pode aliviar o estresse no trabalho e fazer com que você termine o dia com mais disposição e ânimo. E alcançar o tão sonhado equilíbrio entre vida pessoas e profissional. Implementar uma Cultura de Movimento nas empresas é a nossa missão. Queremos mostrar que é possível, simples e com resultados rápidos. Conheça mais sobre a Pausa Ativa Ocupacional e junte-se a nós nessa missão!
- Como profissionais da saúde podem estimular uma vida mais ativa
A inatividade física e o sedentarismo representam importantes fatores de risco para a saúde e a sua redução é uma prioridade reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) no Plano de Ação Global sobre Atividade Física 2020-2030 . Apesar disso, globalmente, mais de 66% dos adultos levam um estilo de vida sedentário . Os profissionais de saúde , incluindo fisioterapeutas, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, médicos de diversas especialidades, estão na posição ideal para promover estilos de vida saudáveis . Graças à diversidade dos contextos em que atuam e às interações frequentes com os pacientes, têm inúmeras oportunidades para promover comportamentos virtuosos em cada consulta. Além disso, a literatura científica demonstra que os pacientes consideram os profissionais de saúde como fontes confiáveis , capazes de promover eficazmente um estilo de vida mais ativo. Embora todos os profissionais de saúde reconheçam que a promoção a atividade física faz parte do seu papel, muitos relatam níveis insuficientes de conhecimentos e competências e, por vezes, falta de confiança para o fazer. Esses fatores podem contribuir para a má promoção da atividade física na prática clínica. A este respeito, um estudo publicado no British Journal of Sport Medicine , publicado em setembro de 2023, teve como objetivo obter um consenso sobre as competências essenciais para a promoção de um estilo de vida ativo. O estudo foi conduzido utilizando um método de pesquisa complexo e preciso, baseado na experiência clínica de profissionais de saúde e pesquisadores, recrutados pelos autores do estudo. Os 63 especialistas selecionados, vindos de quase todo o mundo, deveriam ter experiência comprovada no setor e propuseram 32 conceitos básicos , em termos de conhecimentos, habilidades e atributos. Esses conceitos foram votados com base em sua importância e foram selecionados 11 que tiveram pelo menos 80% de consenso. Algumas competências foram excluídas a fim de fornecer conclusões de interesse transversal para todas as profissões .E, por fim foi fechada uma recomendação para todos os profissionais de saúde 1. Assumir a responsabilidades e praticar a colaboração interprofissional no apoio à mudança de comportamento ; 2. Apoiar a cultura virtuosa em torno destes comportamentos; 3. Saber comunicar através de abordagens centradas na pessoa que considerem fatores de barreira e facilitadores para um estilo de vida ativo; 4. Ser capaz de explicar os impactos da atividade física e do sedentarismo na saúde; 5.Reconhecer como o seu comportamento influencia o apoio à mudança da pessoa assistida; Embora as limitações do desenho do estudo, baseado principalmente em entrevistas com especialistas selecionados principalmente nas regiões norte do mundo, possam levar à suspeita de algumas pequenas imprecisões, a sólida literatura científica de apoio e a metodologia na condução do processo de análise de dados reduzem esta possibilidade . O estudo fornece, portanto, ideias importantes para a formação profissional específica , em linha com a Agenda da OMS para a redução da morbilidade e mortalidade relacionadas com o estilo de vida. Como exemplo de boas práticas no Brasil, temos o Colégio brasileiro de medicina do estilo de vida, que tem feito um trabalho lindo de transformação de abordagem médica, colocando um olhar com ênfase na prevenção e não na doença. Sua abordagem holística e com o pensando voltado a mudanças do hábitos faz com que muito dos profissionais de lá sejam nossos parceiros na luta contra o sedentarismo ocupacional. Globalmente também vemos a Asics fazendo uma campanha para incluir mais movimento na vida das pessoas através da prescrição médica, através de uma das maiores pesquisas científicas relacionadas ao tema. Vale ver a campanha em asics.com/nl/en-nl/mk/movement-for-mind-results Trazer mais movimento para a rotina das pessoas é uma mudança urgente, e começar pelo local de trabalho pode ser mais rápido e efetivo. Vem com a gente? Bibliografia Alsop T, Lehman E, Brauer S, et al. O que todos os profissionais de saúde devem saber sobre a mudança de comportamento de movimento? Uma declaração de consenso internacional baseada em Delphi . Jornal Britânico de Medicina Esportiva 2023;57:1419-1427. QUEM. Vigilância Passi d'Argento . QUEM. Plano de ação global sobre atividade física 2018–2030: pessoas mais ativas para um mundo mais saudável Ministério da Saúde. Informações da OMS: Atividade física CBMEV | Colégio Brasileiro de Medicina do Estilo de Vida por Carmela Rinaldi e Agatino Sanguedolce
- Uma Nova abordagem para o Janeiro Branco
Com o objetivo de desmistificar a saúde mental no ambiente corporativo, a Campanha Janeiro Branco foi criada em 2014, ganhando mais destaque a cada ano. Esta campanha busca conscientizar e auxiliar as equipes de RH a abordar o tema de maneira assertiva, aproveitando o início do ano - um período marcado por promessas de novos hábitos e um sentimento de recomeço (páginas em branco). As ações mais comuns endossadas pela campanha incluem palestras de sensibilização, grupos de escuta, comunicação acolhedora e a divulgação de programas de apoio psicológico com terapeutas, no entanto, a prevenção ainda é pouco explorada nessa abordagem. Segundo uma pesquisa recente realizada pela empresa Pausa Ativa Ocupacional com mais de 1000 funcionários de médias e grandes corporações, 86% dos trabalhadores passavam mais de 6 horas por dia trabalhando sentados. Além disso, 53% desse público relatou se sentir estressado acima do ideal, 59% não se sente com baixa energia e vitalidade durante a jornada de trabalho e 71% chegam a se sentir tão esgotados em um dia de trabalho a ponto de interferir nas atividades cotidianas no período de lazer, prejudicando o equilíbrio entre a vida profissional e pessoal. O estresse, definido como as respostas físicas e mentais do corpo às mudanças percebidas na vida, é um fator de risco potencial para o bem-estar e a mortalidade. Pesquisas apontam que e xiste uma correlação robusta entre o excesso de tempo que passamos sentado e em atividade cognitiva e a redução da oxigenação celular, da atividade neurometabólica, aumento da tensão muscular e de processos inflamatórios. Esses efeitos podem resultar em fadiga, redução da memória de trabalho e da capacidade cognitiva, além de aumento da reatividade ao estresse individual, sintomas de depressão, ansiedade e esgotamento (burnout) também conhecido como “síndrome de burnout”, foi classificado pela primeira vez como um problema de saúde mental no local de trabalho na 11ª revisão da Classificação Internacional de Doenças. A má gestão desse comportamento diariamente, pode contribuir para os atuais níveis excessivos de estresse no local de trabalho, que, consequentemente vem resultando na diminuição do bem-estar dos funcionários, menor produtividade do trabalhador e aumento das taxas de absenteísmo. De fato, o custo econômico da síndrome de burnout nos países europeus foi estimado em 627 bilhões de euros. Assim, o interesse em medir os níveis de estresse dos funcionários no local de trabalho aumentou nos últimos anos. A implementação de programas de gestão do tempo sentado no local de trabalho, através de interrupções regulares e conscientes do trabalho sentado, conhecido como Pausa Ativa Ocupacional, tem se mostrado uma iniciativa muito eficaz para reduzir o estresse, a ansiedade e a síndrome de burnout. Essas pausas físicas promovem um estímulo neural, gerando respostas neurofisiológicas e neuroquímicas que desencadeiam uma série de adaptações positivas imediatas (agudas) no cérebro. Isso proporciona prazer e uma sensação de agitação que promovem aumento na pró-atividade diária e na vontade de realizar tarefas, além de potencializar efeitos ansiolíticos naturais, bem como uma maior resposta protetora para a saúde cardiovascular. Quanto mais tempo ficamos sentados, privados de nos movimentar, maiores níveis de inflamação, estresse e esgotamento são apresentados, e, com eles, menor engajamento e envolvimento com o trabalho. A aplicação da rotina de Pausas Ativas Ocupacional resulta na diminuição do estresse e melhora do humor, vitalidade, concentração e memória, além de reduzir os riscos de transtornos de humor (depressão e ansiedade), compulsão alimentar, abuso de álcool e medicamentos. Promover uma nova cultura ocupacional para que o hábito de se movimentar seja padrão e holístico deve ser algo prioritário para prosperidade em qualquer empresa. O ritmo frenético das mudanças e a imprevisibilidade do mercado fizeram com que trabalhar longas jornadas de trabalho fosse bem-visto nas organizações como sinônimo de comprometimento e produtividade nos últimos 20 anos. No entanto, com a ‘epidemia’ anunciada de transtornos mentais e doenças crônicas, nota-se que essa dinâmica não tem sido benéfica nem para a organização, nem mesmo para os profissionais. É necessário bloquear esse tipo de comportamento reconhecer colaboradores que conseguem equilibrar as diferentes esferas de qualidade de vida, como profissional, física e social, ter clareza nas prioridades de negócios e ser firme em relação a isso. Investir e estimular uma nova cultura corporativa treinando e formando líderes ativos e conscientes da importância de gestão do comportamento físico no trabalho e de um estilo de vida saudável na produtividade e bem estar ocupacional, promovendo a cultura e a participação dos colaboradores, acolhendo os colaboradores mais necessitados de intervenção, atuando individualmente na melhora de cada um e atuando no fortalecimento global de uma cultura ocupacional mais ativa, menos reativa e mais sustentável, que naturalmente promoverá a mudança de cultura e o bem estar de toda a empresa. Aqui vão as sugestões de atividades para o janeiro Branco: - Promova palestras sobre como Pausas Ativas ajudam na prevenção a doenças mentais e emocionais - Implemente o programa de Pausas Ativas - Ofereça espaço para movimento - Treine e eduque a liderança para serem guardiões dessa “nova cultura” - Incentive walking meetings - Estimule o uso de escadas - Premie e recompense aqueles que se destacam pela iniciativa - Faça campanhas de encorajamento para que os colaboradores percam a vergonha de se movimentar.
- Primeira matéria a gente nunca se esquece
Startup quer acabar com o sedentarismo nos escritórios Combater o sedentarismo ocupacional é a chave para melhorar a saúde física e mental dos colaboradores, aponta especialista POR MARCELA FAITA O Brasil é um dos países mais conectados do mundo, com 447 milhões de dispositivos digitais em uso no país. No entanto, também é um dos menos ativos fisicamente, com 40,3% da população sedentária, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2019 . Além disso, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) a ansiedade afeta 9,3% dos brasileiros, enquanto 72% sofrem de estresse e 50% se sentem esgotados devido ao trabalho*. Estudos preliminares realizados na Europa, Ásia, Oceania e América do Norte indicam que os custos com adoecimento e perda de produtividade decorrentes da não gestão do tempo sentado podem atingir até 2 bilhões de euros por ano, e uma perda de produtividade de até 4 mil euros por profissional ao ano. Diante desse cenário, a Pausa Ativa Ocupacional, a primeira startup especializada em gestão do tempo sentado no Brasil, traz uma solução inovadora para combater o sedentarismo no ambiente de trabalho: as pausas ativas. A Startup ajuda empresas e trabalhadores a promoverem a rotina de pausas ativas durante a jornada de trabalho. Com o apoio do aplicativo, a plataforma gerencia o dia de trabalho dos profissionais, estimulando a prática de pausas ativas de um a cinco minutos ao longo do dia. Essas pausas são capazes de promover uma transformação no cérebro, aumentando sua capacidade de lidar com a força e velocidade das informações, responsabilidades e exigências diárias. Além de fortalecer, os músculos e articulações, evitando dores musculoesqueléticas. De acordo com o professor Daniel Sandy, CEO e cofundador da Pausa Ativa, o sedentarismo ocupacional está relacionado a transtornos de humor, síndrome de burnout, dores e lesões musculoesqueléticas, doenças cardíacas, circulatórias, diabetes, câncer e distúrbios do sono, entre outras doenças ocupacionais. “No mundo, a média de tempo em que passamos sentados no ambiente de trabalho, descanso e deslocamentos supera 80% do dia de trabalho, com maior proeminência em profissionais com funções administrativas, em home office,e uma mudança nessa cultura é urgente”, explica o especialista. Recente orientação da Organização Mundial da Saúde apontam o local de trabalho como um ambiente importante para promover a gestão do comportamento sedentário. Segundo a PHD em neurofisiologia, professora Leandra Batista, diretora científica da Pausa Ativa Ocupacional, as pausas ativas ocupacionais, já são recomendadas em diversos países como Estados Unidos, Canadá, Austrália, União Européia, Japão, China, entre outros variando o tempo sentado (30 a 2h consecutivas) e o tempo de pausas ativas (1 a 10 minutos). Segundo a especialista, ao movimentar-se, durante a pausa ativa, a pessoa coloca o foco na prática física, possibilitando a redução da atividade no córtex pré-frontal – parte do cérebro responsável por funções como planejamento, tomada de decisões, concentração e controle emocional. E com essa pequena intervenção, é possível que o cérebro encontre novos caminhos ao retorno à atividade mental, permitindo uma melhora criativa ou a diminuição da ruminação mental e da preocupação excessiva. “Entendemos a dinâmica dos colaboradores e desenvolvemos os gatilhos necessários para que a transformação do hábito ocorra de fato”, diz Clarissa Liguori, cofundadora e CMO da Pausa Ativa Ocupacional, que utiliza sua expertise de mais de 20 anos em multinacionais para implementar tanta ciência na prática. “Usar a força da cultura corporativa, fazer parte dos rituais de equipes nos ajudam a colocar mais movimento na rotina de todos pela força do coletivo. Vencendo a barreira da “vergonha”, conseguimos de fato engajar os colaboradores com iniciativas rápidas que não atrapalham o dia a dia de trabalho, seja no escritório ou em home office”, completa. Noelle Lali, diretora comercial comemora com o resultado desse ano que conta com grandes empresas como Vale, Petrobrás, Sesi, Grupo Cataratas. Para 2024 estaremos com ainda mais novidades para acelerar o nosso crescimento. “Ao adotar as pausas ativas no dia a dia, os profissionais conseguem reduzir o sedentarismo ocupacional, melhorar a sensação de vitalidade e humor, gerenciar o estresse de forma positiva e reduzir a sensação de fadiga e esgotamento após a jornada de trabalho e ainda passam a ter melhor qualidade de sono”, ressalta o prof. Daniel Sandy, que vem liderando estudos no ambiente de trabalho do Brasil e confirmando os resultados encontrados em estudos feitos em todo o mundo. Sobre a Pausa Ativa A Pausa Ativa é uma startup especializada em gestão do tempo sentado durante a jornada de trabalho. Através de soluções inovadoras a Pausa Ativa Ocupacional, promove interrupções ativas e conscientes da postura sedentária, baseadas em evidências científicas, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e produtividade dos profissionais. Materia completa: https://businessmoment.com.br/startup-quer-acabar-com-o-sedentarismo-nos-escritorios/
- Dados fresquinhos do mercado para defender o investimento de saúde e bem-estar dos colaboradores
Acaba de ser divulgada a pesquisa “RH pulso” que está recheada de dados importantes pelo ponto de vista da saúde corporativa. A pesquisa que foi realizada pela Alice, plano de saúde corporativo em parceria com BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo, Caju, Grupo Fleury, Gupy, O Futuro das Coisas e Zazos ouviu cerca de 1000 profissionais entre gestores, empreendedores, RH e funcionários no Brasil em outubro de 2023. Listamos os principais indicadores para facilitar a sua vida. · 60% consideram o sono como regular, ruim ou péssimo; · 51% não recebem incentivo dos empregadores para fazer exercícios físicos; · 51% dos que recebem benefícios para se exercitar não os utilizam; · 30% dos entrevistados sentiram que já tiveram sintomas de burnout, mesmo sem o diagnóstico oficial da condição. · Para 33% das pessoas sentiram que precisam provar seu valor no trabalho quase todos os dias. A importância de ter programas de saúde e bem-estar nas empresas com uma visão holística é inegável. Na visão dos colaboradores, 87% deles, acreditam que investir em saúde e bem-estar é de responsabilidade dos empregadores. A pesquisa também revelou que 70% dos funcionários acreditam que os programas de bem-estar corporativo têm um impacto positivo em sua saúde e bem-estar. Outra pesquisa bastante divulgada é a do Gympass*, com mais de 2 mil líderes da área de recursos humanos entrevistados, que também nos ajuda a trazer argumentos que vale o investimento em programas de saúde e bem-estar: · 97% das empresas no Brasil que mediram o Retorno sobre Investimento (ROI) encontraram um retorno positivo nos programas de bem-estar. · 78% disseram que reduziram custos de assistência médica · 89% dos líderes de Recursos Humanos (RH) afirmam que os programas são fundamentais para a aquisição de talentos Agora você está precisando de inspiração para tirar suas ideias do papel? A dica é prestigiar o 26 edição do Prêmio Nacional de Qualidade de Vida (PNQV), que acontecerá em São Paulo, nessa semana. O prêmio organizado pela ABQV, reconhecerá as empresas que se destacam pelas suas práticas de excelência e sucesso na melhoria da saúde e bem-estar de seus profissionais. Empresas como Abbott; Accenture; Alstom; CCR; Cielo; Copel Energia; Dasa; Fundação Copel; Greenbrier; Grupo Marista; Hospital Adventista Manaus; IFood; Oracle; Petrobras; Secretaria de Economia do Distrito Federal; Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia; Totvs; Vale; Veracel; Via S.A. Walt Disney Company Brasil foram finalistas no último ano. Aqui está o link para inscrição: https://abqv.glueup.com/event/26%c2%ba-pr%c3%aamio-nacional-de-qualidade-de-vida-pnqv-81924/ Caso não possa comparecer no evento, fique de olho, que faremos a cobertura também por aqui, para ninguém ficar de fora. Referências: https://gympass.com/en-us/resources/research/return-on-wellbeing-study-2023/ https://exame-com.cdn.ampproject.org/c/s/exame.com/carreira/sono-burnout-ou-falta-de-atividade-fisica-o-que-mais-pesa-na-saude-do-funcionario-brasileiro/amp/ https://www.mundorh.com.br/%f0%9f%94%a5seu-guia-definitivo-de-roi-em-bem-estar-%f0%9f%94%a5/
- Artigo científico - O impacto da rotina de pausas ativas no ambiente de trabalho..
Com muito orgulho comunicamos que o artigo cientifico “O impacto da rotina de pausas ativas no ambiente de trabalho na percepção de estresse, dor e qualidade do sono em trabalhadores administrativos” acaba de ser publicado na Revista Brasileira de Medicina de Estilo de Vida ( BJLM). O estudo avalia o impacto da introdução da rotina de pausas ativas na atividade física diária, na autopercepção do estresse, lombalgia e qualidade do sono em trabalhadores administrativos. O estudo descritivo-exploratório foi realizado com 114 profissionais administrativos de ambos os sexos (76% mulheres) que foram orientados a seguir uma rotina de pausas ativas durante 12 semanas com apoio de um aplicativo (APP). Foi utilizado um questionário pré e pós intervenção para avaliar os resultados. Antes da intervenção, 75,4% dos trabalhadores não realizavam pausas ativas. Após a intervenção, 39,5% dos trabalhadores passaram a praticar pelo menos 1 pausa ativa diariamente e 44% passaram a fazer 2 ou mais pausas ativas por dia. Foi observada uma redução significativa na percepção de estresse e lombalgia , sendo que 32% dos participantes alegaram não sentirem mais dor após a intervenção. Além disso, observamos uma melhora na qualidade do sono e aumento significativo na frequência de exercício semanal no grupo. Os resultados indicam uma associação positiva entre a gestão do comportamento sedentário no ambiente de trabalho e percepção de sinais relacionados ao estresse físico e mental. A publicação deste artigo é um grande marco para a equipe envolvida, e é importante reconhecer o esforço e dedicação que foram necessários para a realização deste estudo. Parabéns ao Prof. Daniel Sandy e a Leandra Batista Ph.D Batista por essa conquista! https://publicacoes.cbmev.org.br/bjlm/article/view/76
- Por que é tão difícil reduzir o sedentarismo nas empresas?
Sedentarismo comportamental já é considerado uma pandemia mundial, em paralelo vemos um aumento significativo dos afastamentos por doenças ocupacionais características do estilo de vida sedentário, como por exemplo dores nas costas e pescoço, transtornos mentais, problemas circulatórios e cardíacos, obesidade, problemas cognitivos e de concentração, insônia, dentre outros. Os gestores de RH se desdobram há alguns anos para tentar mitigar os efeitos negativos do sedentarismo em seus colaboradores, visto que os seus efeitos colaterais custam anualmente bilhões de reais em perda de produtividade e demissões que poderiam ser evitados. Essa deve ser uma pergunta frequente entre CEOs e Gestores, visto que cada vez mais se entende a importância de se ter um estilo de vida saudável e o quanto isso impacta positivamente na saúde e bem-estar de todos. No entanto, a baixa adesão (10 a 15%) aos programas corporativos de atividade física incomoda e frustra, fazendo muitos gestores acreditarem que não vale a pena investir anualmente em programas ou em empresas especializadas em promover a atividade física pois é oferecido e ninguém participa ou participa no início pela empolgação e não continua. Para facilitar o entendimento, lhes darei 4 motivos que explicam por que é tão desafiador reduzir o sedentarismo nas empresas. 1- Genético Nós passamos milhões de anos tendo que nos movimentar o dia todo para sobreviver e tudo que nosso cérebro deseja é não ter que sofrer isso de novo. Por isso é tão estressante praticar algum exercício e o quanto é difícil manter a regularidade. Pense como um mecanismo de autodefesa da mente. 2 – Vemos Atividade física como competição Infelizmente devido a estratégia de marketing e a própria característica competitiva dos esportes (competição contra o outro ou contra si mesmo), a maioria da população não se identifica com a pratica de atividade física como terapia de bem estar mental e preventiva, visto que todos os centros de treinamento, educadores físicos, a mídia e os influenciadores involuntariamente acabam pregando muito mais um conceito de competição, complexidade, auto superação e auto afirmação, que aumentam a exigência por perfeição, desempenho e recompensa que só faria sentido se fossemos soldados indo para uma guerra ou atletas profissionais. Recomendo que leiam o artigo escrito para o Globo.com que abordo essa relação. https://globoesporte-globo-com.cdn.ampproject.org/c/s/globoesporte.globo.com/google/amp/eu-atleta/treinos/post/2020/06/29/temos-que-ter-corpos-esculturais-ou-otimas-performances-esportivas.ghtml 3- Cultura corporativa Na cultura atual, o normal é trabalharmos mais de 70% do tempo sentado ou parado e sob uma demanda neural elevada e sem interrupções (tempestade cognitiva), muitas vezes invadindo almoço, jantar, madrugada… o que for necessário, e quando algum colega mais engajado se levanta de hora em hora para ativar o corpo (Mini Break ativo) e busca impor suas horas de pausas para ativar o corpo como estratégia de enfrentamento do Stress, o mesmo é muitas vezes taxado de chato, preguiçoso e sofre bullying ou perseguições. 4- Exemplo das lideranças Os líderes são sempre os mais exigidos, que possuem menos tempo livre e de descanso e por isso, não surpreendentemente, são os que mais sofrem sobrecargas emocionais e adoecem. Se eles não praticam atividade física, não motivam suas equipes e nenhuma iniciativa prospera, pois é o exemplo dos líderes que move os times. Líderes sedentários = Times sedentários Promover uma nova cultura ocupacional para que o hábito de se movimentar seja padrão e holístico e não algo excepcional e competitivo deve ser algo prioritário para prosperidade em qualquer empresa. A meu ver, elas devem investir e estimular uma nova cultura corporativa, primeiro treinando e formando líderes ativos fisicamente e conscientes da importância do estilo de vida saudável na produtividade e bem estar ocupacional, em paralelo devem promover o engajamento e grande participação dos colaboradores mais jovens, estagiários e trainees, por serem eles os futuros líderes da empresa e, por fim, intervir nos colaboradores mais necessitados de intervenção, atuando individualmente na melhora de cada um e no fortalecimento global de uma cultura ocupacional mais ativa, menos reativa e mais sustentável que naturalmente promoverá a mudança de cultura e o bem estar de toda a empresa. Que iniciemos a mudança. Daniel Sandy _ Fundador e CEO da Pausa Ativa Ocupacional. Texto original publicado no mundo RH. que você confere no link abaixo: Por que é tão difícil reduzir o sedentarismo nas empresas? - Mundo RH











