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- A Importância de Caminhar para a Saúde Cognitiva e Produtividade
Introdução Einstein costumava caminhar ao ar livre enquanto organizava as suas ideias. Sócrates adorava fazer isso, assim como Aristóteles e Sêneca, o filósofo romano. Na verdade, ele disse aos seus pares que deveríamos "sair de casa e fazer caminhadas para nutrir nossas mentes". Caminhar tem sido por muito tempo um método de pensamento, resolução de problemas e limpeza da mente de pensamentos caóticos e confusos. O que está por trás disso e como podemos usar a caminhada para alcançar excelência cognitiva, trabalhar de forma mais eficiente e obter uma vantagem em um mundo tecnológico cada vez mais acelerado? Flutuações Espontâneas - A "Matéria Escura" Dentro de Nossos Cérebros Durante uma caminhada , muitas coisas acontecem com nossos corpos e mentes, mas uma coisa se destaca como particularmente intrigante. Elas estão todas ligadas a um aumento das "flutuações cognitivas espontâneas", como os neurocientistas descrevem. Durante muito tempo, esse ruído de fundo de nossos cérebros foi considerado aleatório e sem importância, mas evidências crescentes mostram que não é o caso. As flutuações cognitivas que ocorrem durante a caminhada ou durante o exercício aeróbico estão incrivelmente ligadas à criatividade e ao comportamento. Em vez de serem ruído aleatório, as oscilações espontâneas estão ligadas a sistemas anatômicos estabelecidos e são encontradas em regiões do cérebro funcionalmente conectadas. Elementos não neuronais, como a atividade cardíaca ou respiratória, podem ser isolados e não são responsáveis pelos padrões de associação observados. Durante cada momento do dia, nossos cérebros trabalham intensamente. Estamos constantemente ativando bilhões de neurônios em nossos cérebros, mesmo quando estamos deitados na cama, pensando em nada. E pensar em nada pode ser a chave para liberar o potencial cognitivo oculto - curiosamente, a caminhada nos aproxima desse estado mental. Trabalhar enquanto Caminha - Apenas para Multitarefas? Em primeiro lugar, devemos distinguir claramente que a capacidade de nosso cérebro para realizar outras tarefas durante o movimento depende significativamente da complexidade do movimento realizado e do esforço que ele exige. Em linguagem simples, isso significa que, ao caminhar lentamente, você pode facilmente realizar tarefas intelectuais desafiadoras, enquanto durante uma coreografia de balé, isso não será tão fácil. Admitidamente, caminhar com toda a coordenação harmoniosa entre todas as articulações, ossos e músculos é um exercício cerebral avançado, e requer múltiplas funções cerebrais para que tudo isso aconteça simultaneamente. Mas o cérebro pode fazer ainda mais? Um estudo recente de 2022 (1) indica que esse pode ser o caso. Pesquisadores do Instituto Del Monte para Neurociência em Rochester, Nova York, descobriram que cérebros saudáveis podem realizar multitarefas enquanto caminham sem afetar negativamente o desempenho em nenhuma das tarefas. A plataforma de realidade virtual, 'Mobile Brain/Body Imaging', ajudou a equipe a registrar 16 câmeras de alta velocidade com precisão milimétrica. Eles usaram essa plataforma para registrar os marcadores de posição com alta precisão enquanto mediam simultaneamente a atividade cerebral dos participantes. Os participantes caminharam em uma esteira e/ou manipularam objetos em uma mesa enquanto as câmeras registravam sua posição com alta precisão. O estudo foi publicado no 'Journal NeuroImage'. Os pesquisadores descobriram que os participantes conseguiram melhorar seu padrão de caminhada enquanto realizavam várias tarefas, sugerindo que a atividade cerebral permaneceu mais estável quando estavam caminhando e realizando outras tarefas simultaneamente, o que contraria crenças anteriores. Melhor Circulação. A Caminhada Aumenta o Fluxo Sanguíneo Cerebral O cérebro precisa de mais oxigênio quando está trabalhando mais, pois consome mais energia. O cérebro é o órgão que mais consome energia do corpo, representando cerca de 20% do gasto energético total do corpo, mesmo quando estamos em repouso. Novas pesquisas (2) mostram que o fornecimento de sangue para o cérebro não é provido apenas pelo coração. Os pesquisadores descobriram que o impacto do nosso pé atingindo o chão durante a caminhada envia uma onda hidráulica para cima através de nossos vasos sanguíneos, o que modifica e aumenta significativamente o fornecimento de sangue para o cérebro. Usando medições de ultrassom das ondas de velocidade do sangue e diâmetros arteriais, um pequeno estudo com 12 adultos jovens apresentado na reunião anual de Biologia Experimental determinou as taxas de fluxo sanguíneo cerebral para ambos os lados do cérebro durante um período de repouso ou caminhada contínua a 1 metro por segundo. Eles descobriram que, apesar de a caminhada normal produzir uma onda de pressão menor do que a corrida, ela aumenta ainda mais o fluxo sanguíneo para o cérebro. O que é inesperado, de acordo com o autor da pesquisa, Earnest Greene, Ph.D., "é o tempo que levou para finalmente medir esse evidente efeito hidráulico no fluxo sanguíneo cerebral". Quando estamos indo rápido, nossas frequências cardíacas (cerca de 120 batimentos por minuto) estão alinhadas com nossas velocidades de passo e impactos dos pés. Este estudo não apenas demonstra que, entre diferentes tipos de atividades físicas, a caminhada pode ter um impacto no desempenho cognitivo, mas também tem implicações sobre como tratamos e prevenimos a deterioração da função cognitiva. À medida que envelhecemos, nossos cérebros naturalmente encolhem, e perdemos volume sanguíneo cerebral. Essa perda está relacionada à deterioração cognitiva relacionada à idade, como problemas de memória, doença de Alzheimer, problemas de saúde mental e função cerebral prejudicada. A Caminhada Altera a Estrutura do Cérebro e Melhora a Função Cognitiva Até o final dos anos 1990, a maioria dos pesquisadores acreditava que as pessoas nasciam com os neurônios que teriam ao longo da vida. Devido aos avanços na ciência, agora sabemos que nossos cérebros permanecem plásticos ao longo da vida. Novos neurônios são criados ao longo da vida. Pesquisas em animais sugerem que roedores produziam células cerebrais três ou quatro vezes mais frequentemente quando corriam, enquanto estudos em humanos mostraram que começar um programa de exercícios regulares leva a um maior volume cerebral. Em essência, as pesquisas mostram que nossos cérebros mantêm a plasticidade ao longo da vida e mudam à medida que mudamos, incluindo em resposta à forma como nos exercitamos. A maioria dos estudos sobre plasticidade cerebral se concentrou no tecido cinzento, que contém as células cerebrais responsáveis por criar pensamentos e memórias. Menos pesquisas se concentraram na substância branca, o "cabeamento" do cérebro. Feita principalmente de fibras nervosas envoltas em gordura conhecidas como axônios, a substância branca conecta os neurônios e é essencial para a saúde cerebral. No entanto, ela pode ser frágil, afinar e desenvolver pequenas lesões à medida que envelhecemos, problemas que podem ser precursores de declínio cognitivo. Também foi considerada relativamente estática, com pouca plasticidade ou capacidade de se adaptar à medida que nossas vidas mudam. Agnieszka Burzynska, professora de neurociência e desenvolvimento humano na Universidade do Estado do Colorado em Fort Collins, suspeitava que a ciência estava subestimando a substância branca. Ela considerava provável que a substância branca tivesse tanta plasticidade quanto a matéria cinzenta e pudesse se remodelar, especialmente se as pessoas começassem a se mover. Em seu estudo, eles testaram quase 250 homens e mulheres mais velhos em boa saúde física e boa aptidão aeróbica. No início, todos os sujeitos passaram por uma ressonância magnética para determinar o volume de substância branca. Este exame foi repetido no final do período de estudo de seis meses. O grupo foi então dividido em três grupos e treinou três vezes por semana durante um total de seis meses com alongamentos e treinamento de equilíbrio, caminhadas vigorosas três vezes por semana ou aulas de dança e coreografia em grupo no terceiro grupo. Eles esperavam que as mudanças cerebrais fossem mais visíveis no grupo de controle que estava dançando, devido ao aumento na quantidade de aprendizado e prática. Para surpresa dos pesquisadores, descobriram que a caminhada teve o maior impacto no volume de substância branca. A substância branca é importante para a saúde geral do cérebro, pois ajuda na comunicação entre diferentes partes do cérebro. A cor branca vem da bainha de gordura que envolve cada axônio. Essa bainha ajuda a acelerar as mensagens à medida que viajam de uma parte do cérebro para outra. Danos a essas estruturas retardam ou interrompem completamente as mensagens que viajam entre diferentes centros cerebrais, como ocorre em diversas formas de demência e doenças neurodegenerativas. A caminhada parece fornecer alguma proteção contra esse declínio. O Estudo de "Caminhada e Criatividade" da Stanford Histórias sobre reuniões a pé de Steve Jobs e Mark Zuckerberg são frequentemente citadas para apoiar a afirmação de que a caminhada estimula a inspiração criativa. A caminhada beneficia a criatividade, melhorando o pensamento divergente e a geração de ideias criativas. Tarefas altamente focadas, como resolver uma equação matemática, provavelmente não serão resolvidas durante a caminhada, mas após uma pausa, as pessoas podem se concentrar melhor. Allen Braun, um pesquisador do WRAIR, fala sobre como a atenção desfocada, que parece ser um paradoxo, pode realmente ser útil para a criatividade. Braun afirma que "achamos que o que vemos é uma relaxamento das funções executivas para permitir que ocorra uma atenção desfocada mais natural e processos não censurados que podem ser a marca registrada da criatividade." Ele argumenta que isso ocorre porque, quando estamos caminhando, o cérebro está distraído o suficiente para permitir um fluxo livre de pensamentos do subconsciente. O cérebro funciona melhor quando relaxado, mas pode ser difícil relaxar. Quando as pessoas estão realmente relaxadas, pensam de forma mais abstrata e em uma visão mais ampla. Pesquisadores de Stanford investigaram esse problema em um estudo famoso (4) e descobriram que o pensamento criativo é melhor durante a caminhada e logo depois. Eles examinaram os efeitos da caminhada nas pessoas e descobriram que o número de pensamentos criativos aumentou em média 60%. Em seu estudo, os níveis de criatividade foram consistentemente e significativamente mais altos para as pessoas que estavam caminhando em comparação com aquelas que estavam sentadas. O experimento envolveu testes de criatividade para os participantes do estudo, que tiveram que pensar em usos alternativos para objetos fornecidos. Eles receberam vários conjuntos de três objetos e tiveram 4 minutos para criar o maior número possível de respostas. As respostas eram consideradas novas se nenhum outro participante do grupo as usasse. Em três experimentos realizados com um total de 402 participantes, a grande maioria dos participantes se sentiu mais criativa enquanto caminhava do que quando estava sentada. Além disso, o estudo investigou se faz diferença se as pessoas testadas caminhavam em uma esteira ou ao ar livre na natureza. O ato de caminhar em si, e não o ambiente, foi o fator decisivo para a melhoria da criatividade. Conclusão: Caminhar e a saúde cerebral Como vimos, o desempenho cognitivo máximo pode ser aprimorado e facilitado por meio do exercício físico, especificamente pela caminhada. Nem todos os mecanismos estão bem entendidos, mas a caminhada demonstrou melhorar a oxigenação do cérebro, colocar o cérebro em um estado criativo e permitir o acesso a pensamentos do subconsciente que podem ser muito valiosos para um desempenho cognitivo sofisticado. Tudo isso resulta em uma melhor saúde cerebral. Ao incorporar a caminhada em sua rotina diária, você alcançará uma melhor clareza mental e foco. Por Eric Söhngen, M.D., Ph.D.(*) Referências (1) Richardson, D. P., Foxe, J. J., Mazurek, K. A., Abraham, N., & Freedman, E. G. (2022). Neural markers of proactive and reactive cognitive control are altered during walking: A Mobile Brain-Body Imaging (MoBI) study. NeuroImage , 247 , 118853. (2) Garcia AM, Cognasi TR, Shrestha K, Greene ER. Acute effects of walking on human cerebral blood flow. Submitted to FASEB Experimental Biology 2016 San Diego. (3) Colmenares, Andrea Mendez, et al. "White matter plasticity in healthy older adults: the effects of aerobic exercise." Neuroimage 239 (2021): 118305. (4) Oppezzo, Marily, and Daniel L. Schwartz. "Give your ideas some legs: the positive effect of walking on creative thinking." Journal of experimental psychology: learning, memory, and cognition 40.4 (2014): 1142. (*) Texto original: https://walkolution.com/blogs/the-walkolution-blog/the-benefits-of-walking-for-the-brain-and-cognitive-function
- "Push" (notificações) uma aliada para uma rotina menos sedentária
Sempre ressaltamos a importância de adotar ferramentas simples e de baixo custo para implantar uma rotina menos sedentária no ambiente de trabalho. Entre elas, estão o estímulo ao uso de escadas ao invés de elevadores, reuniões caminhando, bloqueio de horários na agenda para movimento, etc. No artigo de hoje, vamos explorar a importância das notificações para aumentar a adesão a programas de pausas ativas, através de diferentes perspectivas: Sabe aquela mensagem que chega no seu Celular, Smartwatch ou SmartBand pedindo para você levantar e se movimentar? Estudo publicado na Revista SCIENCE, semana passada, aponta que esses gatilhos a cada 50 minutos em postura sentada ou inativa aumenta em quase 50% a probabilidade de se levantar e fazer uma Pausa Ativa e permanece eficaz com o tempo, independente da idade ou sexo. A relevância deste estudo é que ele reforça o quanto faz sentido empresas investirem em estratégias de avisos e notificações constantes (a cada hora) para que os funcionários que atuam sentados em demanda mental pratiquem pausas ativas regularmente. Outro estudo, publicado na revista Human Factors and Ergonomics Society, em 2023, também mostrou que as notificações para realizar pausas ativas são eficazes para reduzir o comportamento sedentário no ambiente de trabalho. Os pesquisadores descobriram que os programas de software de computador que enviam notificações a cada 30 minutos podem reduzir o tempo sentado em até 20%. A Rio Mais Saneamento é uma empresa que aplica um programa de pausas ativas com notificações. A empresa dispara alertas ao longo do dia, lembrando a necessidade de movimento físico, com mensagens personalizadas a todos os funcionários. Mariana Almeida, responsável pela implantação do programa , afirma ver as pessoas mais ativas em sua empresa. Segundo ela, a notificação após o almoço é a que mais gera efeito nos times, porque é a hora que os colaboradores sentem a necessidade de espantar a sonolência comum após a refeição e ativar o corpo nos ajuda a ficar mais alerta e disposto. Ainda estamos caminhando para o dia em que a pausa ativa ocupacional, curtas interrupções conscientes do tempo sentado durante o trabalho para movimentos físicos, se tornará tão normal quanto o levantar para pegar um café ou ir ao banheiro. Vamos conseguir quebrar a resistência. Porque Sentar é o Novo Fumar Referências Nazaret, M., & Sapiro, A. (2022). Effects of sedentary behavior prompts on physical activity: A systematic review and meta-analysis. Science Advances, 8(22), eabl9306. Taylor, B. L., Van Dongen, H. P. A., & Owen, N. (2023). Effectiveness of computer software prompts for reducing sedentary behavior at work: A systematic review and meta-analysis. Human Factors and Ergonomics Society, 67(8), 1545-1560.
- A importância da produtividade pela perspectiva do indivíduo
A produtividade, no contexto empresarial, pode ser definida como a relação entre a produção de bens ou serviços e os recursos utilizados para essa produção. Em termos mais simples, trata-se de fazer mais com menos. Envolve maximizar a eficiência e a eficácia em todas as operações, sejam elas tarefas, projetos ou processos. Importância da Produtividade no Ambiente Corporativo A produtividade é um dos pilares fundamentais para o sucesso de qualquer organização. Ela impacta diretamente na capacidade de uma empresa competir no mercado devido: Eficiência Operacional: produzir mais em menos tempo, reduzindo custos e aumentando a lucratividade. Competitividade: Em um mundo de negócios acirrado, empresas produtivas têm uma vantagem competitiva. Elas podem entregar produtos ou serviços de alta qualidade mais rapidamente do que a concorrência. Satisfação do Cliente: à capacidade de atender às demandas dos clientes de forma eficaz, o que resulta em clientes satisfeitos e fiéis. Inovação: à medida que as equipes buscam constantemente maneiras de fazer as coisas de forma mais eficiente. Desenvolvimento de Talentos: Colaboradores em empresas produtivas frequentemente têm a oportunidade de aprender e crescer, o que aumenta a retenção de talentos. Perspectiva do Indivíduo A produtividade não é importante apenas para as empresas, mas também para os indivíduos. Ela afeta a qualidade de vida, o progresso na carreira e o bem-estar pessoal. Listamos algumas razões pelas quais a produtividade é significativa do ponto de vista individual: Realização de Objetivos: Aumentar a produtividade pessoal ajuda as pessoas a alcançar seus objetivos profissionais e pessoais mais rapidamente. Menos Estresse: Ser produtivo permite que as pessoas gerenciem melhor seu tempo, o que reduz o estresse relacionado a prazos apertados e sobrecarga de trabalho. Equilíbrio Trabalho-Vida: libera tempo para atividades fora do trabalho, como passar tempo com a família, praticar hobbies e descansar, contribuindo para um equilíbrio saudável entre trabalho e vida pessoal. Autoestima: Concluir tarefas e projetos com eficiência aumenta a autoestima e a sensação de realização pessoal. Crescimento Profissional: Indivíduos produtivos são frequentemente reconhecidos e promovidos, o que impulsiona o crescimento na carreira. A produtividade não se limita apenas a fazer mais tarefas em menos tempo, mas sim a alcançar objetivos significativos de maneira eficaz, permitindo que as pessoas tenham tempo para desfrutar da vida, cuidar de sua saúde e bem-estar, e encontrar um equilíbrio saudável entre trabalho e vida pessoal. Evite a Multitarefa: Concentre-se em uma tarefa de cada vez, garantindo maior qualidade no trabalho. Organize Sua Agenda: Utilize ferramentas de agenda para manter um plano claro das tarefas. Priorize Atividades: Identifique e priorize as tarefas mais importantes e urgentes. Estabeleça Prazos: Defina prazos realistas para suas tarefas e projetos. Delegue Responsabilidades: Delegar tarefas ajuda a liberar tempo para o que realmente importa. Horários para Atividades: Reserve blocos de tempo para diferentes tipos de tarefas ao longo do dia. Faça Pausas Ativas: As pausas são fundamentais para recarregar energia mental, evitar a fadiga e manter a produtividade. Elas desempenham um papel crucial na sua capacidade de se concentrar e realizar tarefas com eficiência. Portanto, não subestime a importância de fazer pausas ativas regulares. Não sabe por onde começar? conte conosco para te ajudarmos a tornar sua equipe ainda mais potente e cheia de energia.
- Gestão do movimento também auxilia na redução do sofrimento psicológico.
O sofrimento psicológico no ambiente de trabalho é uma questão relevante que exige atenção especial. Por que criar programas de gestão do movimento no local de trabalho e individualizá-los é tão importante para minimizar e combater esse problema? Um estudo recente realizado por pesquisadores australianos, em março deste ano, implementou um programa de aumento do movimento diário no local de trabalho, envolvendo 422 funcionários predominantemente sedentários. Os participantes foram incentivados a participar de um programa de atividade física de baixa intensidade, e os resultados foram notáveis: houve uma significativa redução no sofrimento psicológico entre aqueles que aumentaram sua movimentação diária e reduziram o tempo sedentário. Esse impacto foi ainda mais expressivo entre os participantes com níveis mais elevados de sofrimento psicológico (Pedra et al, 2023). No estudo, os pesquisadores destacam a dificuldade em convencer gestores e funcionários sobre o valor da participação em programas de atividade física no local de trabalho. Isso levanta a necessidade de desenvolver políticas que considerem as características individuais que afetam a saúde. Embora melhorias nas condições de trabalho sejam necessárias, os programas de atividade física podem complementar essas melhorias a longo prazo no bem-estar dos funcionários. Os pesquisadores concluem que a oportunidade para os funcionários participarem de programas baseados em grupos no local de trabalho, que promovem pequenas mudanças positivas na saúde, como o programa de caminhada de baixa intensidade, pode ser uma solução para melhor saúde física, bem-estar mental e redução do estresse no ambiente de trabalho. Um programa de bem-estar emocional no ambiente de trabalho, com foco no sedentarismo ocupacional coletivo e nos funcionários já em tratamento, é extremamente importante para a prevenção, potencialização dos tratamentos e fortalecimento dos programas. Além disso, é uma opção de baixo custo com retorno rápido. Não existe bem-estar mental sem gestão do sedentarismo, e não existe vida ativa sem gestão do bem-estar mental. São inseparáveis; um completa o outro! leia mais aqui: https://www.mdpi.com/1660-4601/20/5/4514
- O Segredo das Populações Mais Saudáveis do Mundo
Envelhecer é uma questão de tempo. E para muitos, envelhecer bem pode ser um propósito de vida. Dan Buettner, é uma dessas pessoas. Jornalista e explorador , com o apoio da National Geographic, dedicou mais de 20 anos da sua vida, estudando e pesquisando sobre povos que tem maior índice de pessoas que vivem acima de 100 anos. Dan revela seus aprendizados através do documentário Como Viver Até os 100: Os Segredos das Zonas Azuis, lançado agora em Agosto pela Netflix, Zonas Azuis é um termo cunhado por ele para mencionar as cinco regiões onde as pessoas vivem significativamente mais tempo e têm níveis mais baixos de doenças crônicas. Durante os quatro capítulos da série, Dan e sua equipe percorrem por essas regiões , ressaltando os hábitos predominantes naquelas comunidades que estão relacionadas a longevidade. Aqui vai um breve resumo desses achados: Ikaria, Grécia - Esta ilha isolada no Mar Egeu tem uma das maiores taxas de centenários do mundo, graças ao seus espirito resiliente e de subsistência devido a escassez de recursos naturais. Vivendo a base de ervas e mel, o que proporciona um efeito anti-inflamatórios no organismo da sua população local, diminuindo inclusive a incidência de demência pela idade. Destacam-se também a alegria de um povo que sabe aproveitar a vida através da socialização e bons vinhos. Sardenha, Itália - Particularmente na região montanhosa de Barbagia, é comum que os homens vivam até os 100 anos. Grande parte disso se deve a geografia do local. Por lá todos sobem e descem morros e escadas regularmente para se locomover. Com isso, a sua população se torna fisicamente muito ativa de uma maneira natural. Península de Nicoya, Costa Rica - Nesta região tropical, os habitantes apresentam uma taxa extremamente baixa de doenças relacionadas à idade, principalmente por adotarem uma alimentação vegetariana a base no feijão, abobora e milho. Por lá, o trabalho manual é super valorizado o que garante muitos exercícios rotineiros embutidos em seus dia a dia. Okinawa, Japão - Conhecida por suas mulheres centenárias, Okinawa tem uma população que mantém uma função mental aguda e um físico ativo até idades avançadas. Com poucos móveis em casa, sentando no chão, os idosos dessa região possuem maior tonicidade muscular, em comparação a média global, diminuindo o risco de morte por quedas e acidentes. O respeito, a admiração e o prazer na convivência entre gerações também colaboram para os indicadores. Loma Linda, Califórnia - Nesta comunidade predominantemente adventista do sétimo dia, muitos vivem 10 anos a mais do que a média americana. Por lá, toda a religião e socialização está baseada na prática esportiva. Exercitar-se não é uma obrigação diária, é uma forma de conexão com o divino, assim como o voluntariado e a nutrição balanceada. Os Segredos das Blue Zones Como mencionado antes, cada Blue Zone possui suas próprias culturas e tradições. No entanto, existem alguns padrões comuns que podem ser a chave para sua longevidade: Dieta à base de plantas - A maioria das dietas nessas regiões é rica em legumes, frutas, grãos e leguminosas. Atividade física natural - Em vez de exercícios estruturados, as pessoas nas Blue Zones estão constantemente em movimento ao longo do dia, seja caminhando, cultivando jardins ou realizando tarefas diárias. Conexões sociais fortes - Relações familiares e amizades são centrais, com ênfase em passar tempo juntos e apoiar-se mutuamente. Estresse reduzido - Mesmo enfrentando desafios, essas comunidades têm rituais para reduzir o estresse, como orações, sestas ou momentos de comunhão. Propósito claro - Muitos habitantes das Blue Zones têm um forte senso de propósito em suas vidas, algo que os motiva a se levantar todas os dias Outra estudioso indispensável, quando falamos de longevidade é o renomado biogerontologista David Sinclair. Focado em entender como acontece a restauração celular, Sinclair dedicou- se a pesquisa de o papel da NAD+ no envelhecimento. Seu trabalho também contempla estudos com intervenções como a restrição calórica e a ativação de genes específicos para compreender a possibilidade de estender a vida útil e melhorar a saúde na velhice. Em seu livro Lifespan , lançado em abril de 2021, esse estudioso trás seu protocolo de terapias antienvelhecimento que servem de inspiração para começarmos a fazer o básico como ter uma vida ativa e alimentação saudável de maneira bem feita. Indo pela mesma linha, também ressaltamos como leitura obrigatória Peter Attia, M.D. em seu livro Outlive (ainda não disponivel em portugês). Attila faz uma abordagem prática para somar mais anos de vida através de 4 frentes de trabalho, sendo elas: alimentação regulada, melhora do sono, foco em saúde emocional, mas a sua grande contribuição chega pela sua abordagem em relação ao condicionamento físico. Ele é um dos defensores da inclusão do movimento na rotina das pessoas para fazer a diferença e prolongar a vida de uma pessoa por vários anos, retardar doenças crônicas e diminuir o declínio cognitivo. Para ele, o treinamento de força é fundamental para todos, inclusive para idosos e pessoas frágeis, pois pode melhorar a mobilidade e a função física. "Ao se manterem ativos e bem preparados, os indivíduos podem romper com o estereótipo de que a velhice se resume a declínio e infelicidade." Para finalizar a lista de recomendações de conteúdos ligadas a um envelhecimento pleno trazemos destacamos o autor Steven Johnson . Em seu livro Longevidade , ele discorre sobre as descobertas feitas pela ciência moderna nos últimos anos para que transformar nossa expectativa de vida de 40 para mais de 70 anos. nas 350 página, Johnson, trás história inspiradora de inovação cooperativa e de pensadores brilhantes, sendo um verdadeiro empurrão para continuarmos na luta empreendedora de melhor a qualidade de vida em mais frentes. E você o tem feito para envelhecer bem? Que tal começar passando menos tempo sentado todos os dias? https://www.netflix.com/watch/81474958 https://www.amazon.com.br/Tempo-vida-por-envelhecemos-precisamos/dp/8550815071 https://www.amazon.in/Outlive-Science-Longevity-Peter-Attia/dp/1785044559 https://www.amazon.com.br/Longevidade-breve-hist%C3%B3ria-como-vivemos-ebook/dp/B09G71QVBK
- "Walking Meetings" - Uma forma de Comunicação Corporativa Eficiente e Engajadora
Em um mundo onde reuniões são marcadas para quase tudo, a busca por métodos que tornem as conversas mais eficientes e engajadoras se torna uma prioridade. Uma solução promissora é a adoção das "Walking Meetings". Caminhar durante uma conversa facilita a conexão entre as pessoas, aumenta a produtividade e contribui para a melhora da saúde física e mental dos colaboradores. Enquanto a tecnologia foi criada para nos conectar, muitas vezes ela acaba nos distraindo dentro dos padrões tradicionais de reunião. Ao afastar-se dos computadores e telefones, conseguimos ajudar os colaboradores a estarem mais presentes naquele momento, estimulando a criatividade e ainda contribuindo para a resolução coletiva de problemas. Phil Jones, diretor da empresa de tecnologia Brother UK, da Grã-Bretanha, que adotou a prática de "walking meetings" há um ano, afirma que "as pessoas se sentem mais confortáveis caminhando e a conversa tem uma qualidade melhor", proporcionando uma conexão humana mais significativa. Preparação é a chave para o sucesso dessas reuniões. O envio antecipado de materiais é necessário nesse formato de reunião. Mas que não adicionam burocracias, mas sim eficiência, por permitir que todos tenham mais tempo para pesquisar, formular ideias e buscar opiniões de outros colaboradores. Além disso, essa abordagem possibilita que os participantes mais introvertidos ou tímidos contribuam de forma mais significativa para os negócios. Devido à dificuldade acústica, recomendamos que as reuniões sejam de no máximo até 4 pessoas . Reservar alguns minutos após a reunião para anotar os próximos passos e principais decisões é necessário para garantir que as ações acordadas sejam devidamente registradas. Outra medida importante é a definição de roteiros pré-definidos de caminhadas para garantir segurança e uma melhor acomodação logística. Considere itinerários de 15 a 20 minutos , para que mesmo os mais sedentários consigam atendê-las. Roteiros em áreas externas proporcionam um ambiente mais agradável e inspirador, contribuindo para o bem-estar dos colaboradores. Padronizar os roteiros e oferecê-los dentro da agenda corporativa, como ambientes "agendáveis", é uma forma de incentivar a adoção dessa prática. Nem todos os tipos de reuniões são adequados para esse modelo: Reuniões de planejamento, por exemplo, costumam envolver muitas decisões e temas, exigindo mais apoio e anotações detalhadas. Por outro lado, reuniões de negociações, feedbacks ou temas delicados são altamente recomendadas para serem realizadas em formato de walking meetings. Pesquisas publicadas pelo Valor econômico em maio desse ano, têm mostrado que caminhar durante negociações pode levar a melhores resultados, apresentando mais cooperação do que aquelas que conversam sentadas frente a frente em uma sala. Esse formato de reunião não é necessariamente nova. Em 2013 líderes, como Mark Zuckerberg e Barack Obama, já adotavam o modelo de walking meetings Embora durante a pandemia essa prática tenha perdido força, precisamos mais do que nunca oferecer ferramentas para que as pessoas se concentrem no momento presente como forma de diminuir a sobrecarga mental. Dado esse contexto, também estimulamos que reuniões remotas, que não exijam o uso de telas, possam ser realizadas durante caminhadas, mantendo os participantes mais atentos e alertas. Entretanto, é importante tomar cuidado com ambientes ruidosos e garantir a segurança física dos envolvidos. Precisa de apoio para implementar as walking meeting? Conte conosco para implementar essa e outras ferramentas de produtividade.
- Por que ser fisicamente ativo é tão difícil para quem não está acostumado?
Porque transformar hábitos exige uma negociação intensa com o cérebro. Estima-se que 45% dos comportamentos humanos são realizados por hábitos que se repetem como forma de ajudar o cérebro a economizar energia , segundo pesquisa da universidade americana Duke. Transformar hábitos exige consciência e esforço, porque nosso sistema Límbico (inconsciente), responsável pelas emoções, fica o tempo todo lutando para nos "poupar", mandando sinais de fadiga e distrações (para mudar o foco ) para que você minimize o esforço. Para provocar a mudança de fato, é preciso acionar outra parte cerebral chamada cortex pré-frontal, que é responsável pelas ações comportamentais conscientes, que exigem foco e intenção. Isso significa que, mesmo diante do desconforto, precisamos treinar nossa capacidade de aprendermos a lidar com situações desafiadoras. Esse alto nível de foco pode ser desconfortável, pois seu corpo libera adrenalina e te deixa agitado. No entanto, é assim que o seu cérebro irá entender que se trata de algo importante para aprender e transformar. Nossa diretora cientifica, Leandra Batista, preparou um vídeo que ilustra exatamente essa questão neural Mas, esse desconforto faz parte do processo de mudança. E é como o neurocientista Andrew Huberman chama de fricção límbica, de que é o próprio sinal de que o aprendizado está de fato ocorrendo. Como qualquer músculo, a força de vontade também é treinável. E o treino consiste na exposição gradual a situações de desafio. E a partir do momento que conseguimos mudar o "normal", criando um novo piloto automático , o sistema límbico que antes atrapalhava agora atua a favor. É justamente nesse processo de adaptação que nós, da Pausa Ativa Ocupacional, atuamos. Entendemos e desenhamos uma rotina de movimentos individualizada, com 5 interrupções durante a jornada de trabalho. Com isso, garantimos que essa mudança de comportamento ocorra, usando de ferramentas e gatilhos que apoiam essa adequação. Usamos a força de trabalhar em equipe e a cultura organizacional para nós apoiar nesse processo. Acompanhamos e incentivamos nossos usuários a manterem o foco mesmo nos momentos mais complicados. Porque não é preguiça o que sentimos, ao não conseguir sair do estado sedentário. É o nosso cérebro tentando achar "desculpas" para economizar energia. Por isso, ter embasamento científico é fundamental para transformar hábitos. Vem com a gente!
- você sabe o que é NEAT?
Neat em inglês pode ser puro, limpo.... Mas nesse contexto estamos falando da expressão Non-Exercise Activity Thermogenesis. É um conceito utilizado para descrever a energia que gastamos durante o dia realizando atividades que não são consideradas exercícios planejados. Quando usamos uma musculatura para realizar movimentos, essa ativação gera calor e contribui para a termogênese, ou produção de calor no corpo. Esses pequenos movimentos proporcionam um aumento na quantidade de energia que o corpo queima em repouso. As atividades não programadas, incluem tarefas como andar, subir escadas, realizar trabalhos domésticos, realizar pausas ativas ou mesmo movimentos sutis como balançar as pernas enquanto está sentado. Um estudo liderado pelo Dr. James Levine na Grã-Bretanha em 2003, confirma que o aumento de peso da população não estava ligada somente ao aumento de ingestão de calorias, mas sim pelo fato de mudança de rotina de uma pessoa fisicamente ativa se tornando cada vez mais sedentárias pela dependência tecnologia. NEAT vem sendo o "queridinho" da vez, visto que uma pessoa ativa pode gastar 2000 kcal por dia a mais que uma pessoa inativa. O gasto com exercícios planejados geralmente não explicaria um gasto tão superior, já que a grande maioria das pessoas não tem disponibilidade para realizar exercícios estruturados diariamente que promovam grande gasto energético. Vide gráfico de uma composição Sim, pequenas mudanças na rotina podem ajudar a equilibrar melhor o seu peso. Um revisão nesse estudo em ambientes corporativos apontou que ambientes que utilizam de mesas para trabalharmos em pé, ou com esteiras acopladas ou mesmo assento instáveis ( como bola suiça) apoiam os colaboradores a controlarem melhor sua massa corpórea. veja como o Neat pode ajudar no seu gasto calórico por tipo de trabalho: Aumentar o seu gasto calórico caminhando mais, levantando mais ou praticando pausas ativas. Não só colaboram com a sua saúde e bem-estar como também apoiam o seu controle de peso. Qualquer movimento conta! Só não fique colado na cadeira. Quer saber mais. Acesse: https://www.mayoclinic.org/documents/mc5810-0307-pdf/doc-20079082
- Prevalência X Incidência. Qual a melhor estratégia avaliativa para programas de saúde corporativo?
A promoção da saúde e o bem-estar dos colaboradores nunca esteve tão em alta nas pautas do time de RH e da equipe de Saúde e segurança das empresas. Seja com a intenção de melhorar a produtividade, garantir um bom clima organizacional, reduzir custos em saúde ou mesmo para reter talentos esse tipo de programa faz-se cada vez mais necessário. No entanto, ouvimos muito de lideres dessa área da dificuldade em oferecer programas e eficientes e que tenham realmente engajamento por parte dos colaboradores. Muitos inclusive afirmam que estão cansados de ter iniciativas só para constar. Ao discutir questões de saúde, dois termos frequentemente mencionados são "prevalência" e "incidência". Embora pareçam semelhantes, eles têm significados distintos e desempenham papéis cruciais na avaliação da saúde da equipe. Vamos explorar a diferença entre prevalência e incidência e como esses conceitos se aplicam ao cenário corporativo. Prevalência: O Quadro Atual da Saúde A prevalência se refere à proporção de indivíduos em uma população que apresenta uma determinada condição de saúde em um momento específico. Em termos mais simples, é uma medida de quão comum uma condição é em uma população em um determinado momento. No contexto corporativo, a prevalência pode ser utilizada para entender a extensão de questões de saúde existentes entre os colaboradores, como doenças crônicas, problemas posturais e estresse. Ao avaliar a prevalência de condições de saúde no ambiente de trabalho, as empresas podem tomar medidas proativas para desenvolver programas de bem-estar direcionados às necessidades específicas da equipe. Essas ações podem envolver a implementação de pausas ativas, atividades físicas, sessões de mindfulness e educação sobre saúde mental, visando melhorar o cenário geral de saúde e qualidade de vida dos funcionários. Incidência: Monitorando Novos Casos Enquanto a prevalência se concentra na proporção total de pessoas com uma condição, a incidência lida com a taxa de novos casos da condição em uma população durante um determinado período. No contexto corporativo, a incidência pode ser aplicada para rastrear o surgimento de problemas de saúde específicos ao longo do tempo. Isso é especialmente relevante para avaliar a eficácia das iniciativas de bem-estar e prevenção implementadas pela empresa. Acompanhar a incidência de problemas de saúde permite que as empresas avaliem a eficácia de suas intervenções e ajustem suas estratégias conforme necessário. Por exemplo, se a incidência de dores nas costas entre os funcionários diminuir após a implementação de medidas ergonômicas e sessões de fisioterapia, isso indica que as ações estão tendo um impacto positivo e ajudando a reduzir a ocorrência de novos casos. Estratégias orientada por Dados Enquanto a prevalência oferece uma imagem do estado atual da saúde dos colaboradores, a incidência permite que as empresas monitorem o surgimento de novos casos e avaliem a eficácia de suas intervenções. Ao utilizar esses conceitos de forma conjunta, as organizações podem implementar estratégias mais eficazes de bem-estar, melhorando a qualidade de vida dos funcionários e criando um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo.
- Visão computacional garante segurança no movimento para quem precisa
A visão computacional é uma fascinante área da ciência da computação que possibilita que máquinas compreendam e interpretem informações visuais do mundo real. Por meio de algoritmos e modelos matemáticos, essa tecnologia processa imagens e vídeos, permitindo que os computadores "vejam" o ambiente ao seu redor, de forma semelhante à percepção visual humana. Funcionamento na prática: Na prática, a visão computacional utiliza qualquer câmera conectada à internet para mapear a imagem de uma pessoa enquanto se exercita, fixando 44 pontos em todo o seu corpo. A partir desses dados, são enviados feedbacks imediatos orientando ajustes nos movimentos, caso necessário. É importante ressaltar que a tecnologia não captura a imagem da pessoa, garantindo total privacidade ao transmitir apenas os dados necessários para o processamento. Com uma acurácia impressionante de 95%, uma das mais altas do mercado, a tecnologia assegura a execução segura e precisa dos movimentos, sendo especialmente benéfica para aqueles que necessitam de maior cuidado. Modalidade disponível em nosso aplicativo: Em nosso aplicativo, essa modalidade faz parte das pausas ativas inteligentes, onde disponibilizamos novas práticas diariamente. Os resultados obtidos são surpreendentes e diferenciados, pois amamos e confiamos nessa tecnologia. Abordagem cautelosa: Contudo, fazemos uso dessa tecnologia com cautela, evitando que os colaboradores encontrem desculpas para não se exercitar. Devido ao requisito de um espaço de 2 ou 3 metros de posicionamento diante da câmera, a utilização pode ser um desafio quando o trabalho acontece presencialmente em seus postos. Estímulo à prática de movimentos na rotina de trabalho: Somos entusiastas da prática de movimentos durante a rotina de trabalho e, para isso, oferecemos diferentes modalidades, campanhas e gatilhos que garantam o engajamento dos colaboradores. Nossa profunda compreensão sobre o que motiva nesse processo nos permite alcançar resultados rápidos e positivos para os negócio
- Walk the talk?Os líderes têm indicadores preocupantes de fadiga, estresse e dificuldade para dormir
Um dos papéis mais cruciais da liderança é ser um agente de transformação organizacional, sendo os líderes responsáveis por impulsionar e garantir o sucesso das mudanças desejadas. Para alcançar esse objetivo, é fundamental que eles desempenhem funções essenciais de comunicação, motivação e reconhecimento. Na implementação de programas corporativos de bem-estar, o papel do líder não difere em sua relevância. Embora a área de recursos humanos seja o ponto focal para tais iniciativas, a verdadeira transformação só ocorre quando essa agenda está incorporada e priorizada em todas as áreas da empresa. No entanto, na prática, observamos que a maioria dos líderes não está preparada para assumir esse papel. Seja por desinteresse no tema, falta de capacitação ou até mesmo receio de expor suas fragilidades, a liderança muitas vezes falha em influenciar positivamente o bem-estar e a qualidade de vida no trabalho. Os gestores são considerados modelos para suas equipes, o que torna essa questão ainda mais preocupante. Uma análise epidemiológica interna conduzida pela Pausa Ativa Ocupacional, com 50 líderes de diferentes empresas, revelou indicadores alarmantes sobre o bem-estar desses profissionais. Mais de 70% deles relatam sentir algum tipo de dor relacionada ao trabalho, 26% afirmam estar bastante estressados, 67% demoram mais de 15 minutos para dormir e 31% relatam ter má qualidade de sono. O indicador mais preocupante é a fadiga, afetando 63% dos líderes, que se sentem esgotados após o término do expediente, sem motivação para atividades de lazer ou qualquer outra atividade fora do trabalho, o que dificulta o equilíbrio saudável entre vida profissional e pessoal. A natureza exigente de suas responsabilidades frequentemente resulta em longas horas de trabalho, prazos apertados e a necessidade de tomar decisões difíceis com frequência, o que contribui para esse panorama preocupante. E quanto à questão "walk the talk" (realizar aquilo que acredito), tão valorizada no ambiente corporativo? Frente a essa realidade, é fundamental priorizar iniciativas para apoiar os líderes. Oferecer ferramentas e suporte às lideranças para que incorporem o autocuidado e estabeleçam um potencial alavancador é uma abordagem necessária. Treinamentos e desenvolvimento de rotinas podem ser um bom ponto de partida. No entanto, todo esse esforço será em vão se o compromisso com as pessoas não for considerado tão importante quanto o resultado financeiro do negócio. Promover um clima organizacional saudável deve estar entre as principais metas da empresa, sendo acompanhado por métricas claras para que se torne parte da rotina empresarial. Promover palestras de sensibilização, garantir um espaço seguro para trocas dentro da equipe, estimular pausas ativas, alimentação adequada e a gestão do tempo para desligamento do trabalho no horário previsto, tudo isso contribui para uma equipe mais motivada e produtiva. A liderança tem o poder de ser o ponto de partida para uma verdadeira transformação organizacional , garantindo um ambiente mais saudável, engajado e eficiente para todos os colaboradores
- Dores ortopédicas são resultados da falta de movimento
Dores nas costas, pernas, braços e pescoço acompanham muitos colaboradores, que passam mais de 5h dia sentado trabalhando, causando aborrecimentos, queda de rendimento e muitas faltas. Segundo o Inss, dores ortopédicas é o segundo maior motivo de afastamento no trabalho. Ficar horas sentado aumenta significativamente as dores musculo esqueléticas, mas, só de você alternar sentar e levantar frequentemente durante a rotina é provável a redução da incidência de dores, principalmente nas costas (Parque & Srinivasan, 2021) Fonte: https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/00140139.2021.1886333?journalCode= Se você passa o dia todo trabalhando sentado, mesmo com uma super mega cadeira, ginástica laboral ou massagem esporádica, você não resolve o seu problema. "Então, as mesas de pé são uma solução?" Não necessariamente, os resultados deste estudo sugerem que os formuladores de políticas organizacionais devem ser cautelosos ao recomendar reduções na postura sentada sem também recomendar aumentos na atividade física”, escrevem eles. Não basta somente levantar e continuar no mesmo lugar trabalhando. Temos que nos levantar e ativar fisicamente o corpo a cada horas ou no máximo 2 horas. A recomendação é que seja incorporada uma rotina de pausas ativas conscientes de hora em hora levantando e caminhando, subindo escadas, alongando ou fortalecendo o corpo por alguns minutos e as dores vão diminuir ou até sumir em poucos dias. 🙏 Leitura adicional - antiga: https://www.washingtonpost.com/news/to-your-health/wp/2015/10/14/sitting-for-long-periods-doesnt-make-death-more-imminent-study-suggests/











