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Qual é a coisa mais transformadora que podemos fazer hoje pelo nosso cérebro? Exercício!

Qual é a coisa mais transformadora que podemos fazer hoje pelo nosso cérebro? Exercício! É o que diz a neurocientista Wendy Suzuki. Em uma de suas palestras mais inspiradoras, durante o congresso TED, Dra. Suzuki tem dedicado anos de pesquisa ao entendimento cerebral, a fim de recomendar a quantidade mínima de exercício necessária para cada tipo de pessoa, levando em consideração a idade, o nível de preparação física e o histórico genético, a fim de maximizar os efeitos do exercício hoje e também melhorar e proteger nosso cérebro da melhor forma possível ao longo da vida.

Para ela, o exercício é a coisa mais importante a ser incluída em nossa rotina, por três razões principais:

Primeiro, o exercício tem efeitos imediatos em nosso cérebro. Um único treino aumentará os níveis de neurotransmissores como dopamina, serotonina e noradrenalina, o que melhora nosso humor. Um único treino pode aprimorar nossa capacidade de mudar e focalizar a atenção, e essa melhoria dura pelo menos duas horas. Com apenas um treino, também é possível melhorar nossos reflexos e tempo de reação, o que significa que seremos capazes de pegar um copo vazio antes que ele caia no chão.

Segundo, estudos de neurociência mostram que o resultado mais comum dos efeitos a longo prazo do exercício é a melhoria da função de atenção, que depende do córtex pré-frontal. O exercício não apenas aprimora o foco e a atenção, mas também aumenta o volume do hipocampo. Além disso, os efeitos positivos do exercício na disposição também duram muito tempo.

Terceiro, o fator mais transformador do exercício é o seu efeito protetor no cérebro. Embora não seja possível curar demência ou doença de Alzheimer apenas com exercícios, podemos potencializar nosso funcionamento cognitivo para que essas doenças se manifestem mais tarde na vida, caso ocorram.

No entanto, para obter esses efeitos de forma mais duradoura, é necessário praticar exercícios com consistência, a fim de aumentar a função cardiorrespiratória e, assim, alterar a anatomia, fisiologia e função do cérebro.

Mas o que mais encanta em sua palestra não é apenas essa explicação, que já foi amplamente divulgada desde que foi realizada em 2018. É a provocação que ela nos faz para praticar movimentos durante nossa rotina, em qualquer situação.

Ela coloca isso em prática ao fazer com que os espectadores se exercitem por um minuto durante o evento, superando a vergonha e demonstrando os impactos revigorantes da prática. Se uma pesquisadora séria como ela pratica pausas ativas e até mesmo grita durante um evento formal, por que ainda sentimos vergonha de nos movimentarmos nos escritórios? Deveríamos ter vergonha de não cuidarmos de nós mesmos, concorda?

Tenha uma ótima semana, com o mesmo entusiasmo da Dra. Wendy Suzuki.








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